LANÇAMENTO
DO LIVRO DO SIDNEY GRIPPI
ATUAÇÃO RESPONSÁVEL & DESENVOLVIMENTO
- OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI
DIA 16/12/2005 [ sexta-feira] = das 10:00h. as 14:30h.
local: CRB - conselho regional de biologia = rua alvaro
alvim, 21 / 12. andar = Cinelândia.
AS 12:OOh. entrega das carteiras profissionais do
CRB.
ATUAÇÃO RESPONSÁVEL & DESENVOLVIMENTO
- OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI
VER APRESENTAÇÃO do prof. jorge rios
=
OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI
Foi
com grande prazer e preocupação que
aceitei o desafio de escrever algumas linhas sobre
este livro que aborda OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO
XXI.
Os
primeiros contatos profissionais e mais sérios
com esses desafios eu tomei na década de setenta
com grandes mestres da engenharia sanitária
brasileira na UFRJ, entre os quais os Profs. Theophillo
Ottonni Netto, Díocles Rondon de Souza, Adilson
Coutinho Serôa da Motta, Constantino Arruda
Pessoa e, posteriormente, com os meus mestres da prática
hidrológica e sanitária Azevedo Netto,
Francisco Saturnino de Brito Filho e Marco Augusto
Siciliano. Posso hoje dizer que foi um grande prazer
além de uma grande sorte ter convivido e trabalhado
com tão brilhantes mestres, os quais tiveram
muita influência na minha formação
profissional e na minha vida acadêmica e pessoal
como um todo. Posso ter esquecido algum mas isso é
mais pela memória pessoal que falha.
Graças
ao incentivo do Mestre Saturnino e do Reitor da UCP
, D. José Fernandes Veloso fui agraciado com
uma Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian
para me especializar no LNEC em Lisboa e mais tarde
na Universidade de Grenoble na França através
de um Convênio CNPQ-CNRS. Aí então
, cada vez mais que me aprofundava nos estudos técnicos
da hidráulica, dos recursos hídricos
e da hidrologia estocástica sentia a necessidade
de aumentar meus conhecimentos holísticos –
essa palavra não existia no vocabulário
da época – para tentar conhecer e “modelar”
os fenômenos naturais de recirculação
da água, do transporte sólido dos rios
e da auto-depuração. Aumentava assim
a minha “educação ambiental” – termos
que tampouco eram empregados naquela década
de 1970.
Assim
tomei conhecimento de vários livros e debates
que começavam a surgir com mais força,
e que em especial me marcaram: o livro da bióloga
Rachel Carlson “Primavera Silenciosa” e o famoso Relatório
do Clube de Roma “ Os Limites do Crescimento”. Esses
livros podem ser considerados clássicos e todos
deveriam ler para entender o início dos movimentos
ambientais sérios e conscientes.
Eles
já mostravam que já estávamos,
naquela época, iniciando um momento crítico
na história da Terra e que em breve a humanidade
teria que definir objetivamente o seu futuro. Pode-se
dizer que na prática pouco foi realizado de
concreto de 1970 até hoje. E é isto
que procura mostrar o presente livro, onde o autor
Sidney Grippi afirma: À medida que o mundo
vai se tornando cada vez mais vulnerável e
frágil, o futuro a enfrentar ainda é
incerto se os padrões ambientais vigentes no
último século se repetirem. Seu aumento,
representará o caos.
E
mais adiante: utilizando como base o uso dos recursos
naturais, apresentou-se antagônico a sustentabilidade
e a preservação do planeta na visão
do capitalismo. O risco deste comportamento pode trazer
como efeito adverso às gerações
futuras, a inexistência de um equilíbrio
entre consumo de recursos e a capacidade do meio ambiente
em suportar esta demanda e se auto recuperar na oferta
dos mesmos.
Concordo
novamente (e já vejo este filme sem graça
desde aquela época e cada vez piorando mais)
com o Sidney, quando afirma: Neste sentido, os governos
tem feito muito pouco. É raro vermos uma prefeitura
municipal, no caso brasileiro, por exemplo, executando
projetos de arborização nos centros
urbanos, dando demonstração, de sua
preocupação com a questão do
efeito estufa e o aquecimento da terra dentro do princípio
pensar globalmente agindo localmente. A preservação
é uma questão de educação.
Esta
publicação vai demonstrar que a educação
ambiental é fundamental para ensinar o caminho
do nosso futuro comum : começando por nós
mesmos, passando pelos governantes, pelos empresários
, enfim, pela sociedade como um todo. Mas é
preciso começar e já estamos atrasados....e
como.
Prof.
Jorge Paes Rios = Graduado em Engenharia Civil, com
Especialização em Recursos Hídricos
e Eng. Sanitária, pela EEUFRJ e pelo LNEC -
Laboratório Nacional de Engenharia Civil de
Lisboa (Portugal). Mestrado em Recursos Hídricos
pela Université de Grenoble – França.
Atualmente
Analista Pericial em Engenharia Sanitária e
Ambiental (concursado) do MPU – Ministério
Público da União e professor efetivo
e/ou convidado de diversas Entidades e Universidades
no Brasil e no Exterior. |
PALESTRA
DO MINISTRO CIRO GOMES SOBRE O RIO SÃO FRANCISCO
08/08/2005
O MINISTRO da integração social CIRO
GOMES realizou palestra no Clube de Engenharia para
os associados do Clube e da ABPEF
sobre a transposição do rio São
Francisco e sua importância para a região
Nordeste. Estavam presentes alguns dos diretores da
ABPEF e inumeras autoridades.
O
ministro Ciro afirmou que já debateu na CNBB,
na CUT, na Fiesp e na Firjan e espera contar com a
mediação de “instituições
isentas como o Clube de Engenharia” para a compreensão
do projeto de transposição. Ressaltou
que “este é seguramente o maior projeto de
infra-estrutura do país e trás uma enorme
expectativa”.
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TEXTO
DA PALESTRA
PULSO
MIGRATÓRIO
Ciro Gomes afirmou que o projeto tem um impacto direto
sobre um terço do território nacional,
beneficia diretamente 12 milhões de pessoas
no Nordeste “e não prejudica um só brasileiro
sequer”. O ministro explicou que o Nordeste tem apenas
dois grandes rios perenes e detém apenas 3%
da água do país – 70% da qual está
concentrada na bacia do rio São Francisco.
O remanescente está na bacia do Paranaíba,
que separa o Piauí do Maranhão. Já
o chamado Nordeste Setentrional – composto pelos estados
do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte
– não tem nenhum rio perene.
–
Por várias causas, nessa região está
o maior pulso migratório do país. A
causa ancestral é uma baixíssima disponibilidade
per capita de água. O rio está muito
machucado, pois há 500 anos se degradam os
recursos naturais da bacia do São Francisco
– 95% da mata ciliar foram destruídos. Por
isto, o rio perde vazão, assoreia, tem desbarrancamento
de margens e pragas de esquitosomose no baixo. A partir
da cascata de barragens de Sobradinho, da Chesf, artificializou-se
o rio São Francisco em todo o seu trecho baixo,
com graves impactos para a vida tradicional. O rio
não pulsa mais como pulsava outrora, com 16
m3/s de cheias e depressões de 600 m3/s de
seca. Quando havia essa cheia, como no Nilo, o rio
saia furioso das suas margens, inundava lagoas, o
que causava transtornos, mas também gerava
vida, gerava economia, havia uma produção
de arroz, perenizavam-se lagoas. O rio era extremamente
piscoso e havia todo uma comunidade que vivia da pesca
no baixo São Francisco. Tudo isso mudou radicalmente.
Ciro
Gomes disse que o projeto de integração
de bacias já conta com os primeiros canteiros
de formação de mudas para reposição
de mata ciliar, as primeiras providências para
restauração da navegação,
as primeiras 21 estações de tratamento
de esgoto (250 cidades lançam esgoto sem qualquer
tratamento no rio), além de programas de combate
à desertificação, construção
de cisternas, poços desanilizadores e 3.600
km de adutoras.
–
Esse projeto de integração não
resolve o problema da seca, porque a seca é
como a neve: vai acontecer. O projeto não resolve
o problema das populações difusas, muito
menos de toda a população, mas resolve
a questão da segurança hídrica
de 45% da população do Nordeste Setentrional,
ou 12 milhões de pessoas.
IMPACTO
FUNDIÁRIO
O ministro disse que, até a posse de Lula,
todas as concepções do projeto desconsideravam
seu impacto sobre estrutura fundiária do Nordeste.
Segundo ele, no início do projeto, há
um ano e meio atrás, quando os primeiros levantamentos
topográficos foram feitos, o presidente decretou,
em 19 de maio de 2004, a utilidade pública
para fins de desapropriação de 2,5 km
de terras a partir de cada margem dos canais, perfazendo
um total de 350 mil hectares – “cerca de uma Argentina”
– prioritariamente para a reforma agrária.
–
O impacto sobre a posse da terra será transcendental,
incalculável e revolucionário. Já
está acontecendo apenas pela notícia
de que a água vai chegar. Nós estamos
titulando nas margens dos rios secos todas as posses
pequenas até 100 hectares, para garantir ao
pequeno o benefício dessa obra. Isto congelou
qualquer possibilidade de especulação
fundiária, de concentração de
terra com o benefício da água – ressaltou.
O
ministro relatou que foi buscar na ONU um padrão
para dimensionar toda a disponibilidade per capita
de água no Nordeste. Este padrão, explica,
define que a vida é sustentável a partir
de um mínimo de 1.500 m3/habitante/ano. Ele
explicou que na bacia do rio São Francisco
há uma disponibilidade per capita de 4.500
m3/há/ano, ou três vezes esse mínimo.
Na bacia do rio Parnaíba, que separa o Piauí
do Maranhão, esta disponibilidade per capita
é de 1.700 m3/há/ano. Já na área
do projeto, a disponibilidade é inferior a
1/3 do mínimo, ou de 450 m3/há/ano.
“Esse é o número científico que
demonstra a necessidade estratégica de um projeto
com esta concepção”.
Ciro
Gomes ressaltou que a vazão média do
rio São Francisco na foz é de 2.850
m³/s, para um consumo atual na BACIA de apenas
91 m³/s. Ele sustentou que, no cenário
mais otimista de aceleração econômica
– no qual ele disse não acreditar que va´
ocorrer – em 2025 a vazão consumida emtoda
a BACIA seria de 262 m³/s.
Para
o ex-governador do Ceará, as culturas agrícolas
do Nordeste Setentrional sofrem mais os impactos das
secas cíclicas que afligem a região
do que os demais estados da região. Ele informou
que o plano de bacia do São Francisco, uma
exigência legal, foi debatido em 18 audiências
públicas promovidas pelo Comitê de Bacia
e aprovado por unanimidade.
PROJETO
DE ENGENHARIA
O ministro disse ainda que a operação
do sistema ficará à cargo de uma subsidiária
da Chesf, a quem caberá “resolver a contradição”
entre usar a água para geração
de energia ou para outros fins. O Governo Federal
passará também a cobrar pela água
bruta – o que Ciro Gomes já havia feito quando
era governador do Ceará. Segundo as simulações
de custo de operação e manutenção,
o produto custará R$ 11 centavos o m3. Sob
o impacto do projeto no sistema elétrico interligado,
Ciro informou que serão licitadas duas PCHs
de 58 MWatts cada, sendo a energia gerada, neste caso
da transposição, um reaproveitamento
PARCIAL da energia despendida nos sistemas de bombeamento.
O
projeto de engenharia prevê dois canais que,
somados, chegam a 720 Km. As obras são relativamente
pequenas em relação aos benefícios
gerados.Eles têm seção máxima
de 25 metros e profundidade máxima de 5m. Os
canais abastecerão 1.000 Km de leitos secos
de rios naturais do Nordeste, que passarão
a perenes.
O
ministro sustentou que o Brasil já está
familiarizado com o processo de transposição.O
Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro,
transpõe 63% de sua vazão natural. O
Piracicaba, que abastece São Paulo, transpõe
78% de sua vazão. O São Francisco terá
apenas 2% de suas águas transpostas. O benefício
é incalculável, estrutural e terá
transcendência histórica – previu.
O
projeto está orçado em R$ 4,3 bilhões.
Estão em licitação pelo menor
preço 14 lotes, disputados por empresas e consórcios
– 200 editais foram comprados. Devido a exigências
do Tribunal de Contas da União, e prevendo
impugnações ao processo licitatório,
o primeiro trecho do projeto de transposição
das águas do rio São Francisco deve
ser entregue à engenharia do Exército,
para aproveitar os R$ 600 milhões disponibilizados
no Orçamento Geral da União para este
ano. |
VIII
Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente recebe
mais de 800 pessoas nos três dias do evento
Com
o Patrocínio da ABPEF,
PETROBRÁS, ELETROBRÁS e outras
entidades o Clube de Engenharia realizou na sua sede
na AV. RIO BRANCO, 124, no Rio de Janeiro, em conjunto
com a UFRJ e o Crea-RJ, nos dias 20, 21 e 22 de junho,
o VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente
(CBDMA)
Com
o tema "Oportunidades e Dificuldades na Defesa
do Meio Ambiente", o evento contou com mais de
800 inscrições e recebeu 171 trabalhos
técnicos. O Congresso contou com mesas redondas,
mini-cursos, palestras e duas conferências magnas,
além de uma programação de visitas
técnicas e uma agenda musical, com a orquestra
Rio Strings e o Conjunto de Música Antiga da
UFF. Participaram no evento palestrantes especialmente
convidados, bem como, autoridades, empresários
e especialistas nos diferentes segmentos do Meio Ambiente.
O Congresso foi aberto à participação
de interessados, incluindo estudantes de todos os
níveis, técnicos, e profissionais de
nível superior.
Os trabalhos técnicos foram padronizados e
serão incluídos nos Anais do evento.
PRIMEIRO DIA
Abertura,
recursos para o meio ambiente e gestão ambiental.
No início dos trabalhos, a banda de música
do Corpo de Fuzileiros Navaís executou o hino
nacional brasileiro e um toque de clarim em homenagem
aos ambientalistas assassinados - Dorothy Stang, a
"Irmã Dorothy" e Dionísio
Júlio Ribeiro Filho.
Na
mesa de abertura do congresso - "Políticas
públicas na defesa do meio ambiente" -
o presidente do Clube de Engenharia, Raymundo de Oliveira,
afirmou que hoje o que está em jogo é
a sobrevivência da própria espécie
humana. Quando olho para os meus netos, me pergunto
se eles terão netos. Precisamos discutir um
modelo de desenvolvimento que seja centrado no ser
humano, não no capital - defendeu.
SUSTENTABILIDADE
ECONÔMICA, SOCIAL E AMBIENTAL
O diretor Técnico do Clube e coordenador geral
do Congresso, Cláudio Nóbrega, destacou
os três focos principais do Congresso: Gestão
Ambiental, Desenvolvimento Limpo e Sustentabilidade
Sócio-Ambiental.
O
secretário executivo do Ministério do
Meio Ambiente, Cláudio Langone, observou que
todos concordam com o desenvolvimento sustentável
até o momento em que o "sustentável
contrarie interesses específicos". Ele
denunciou que a tentativa de criação
de áreas de proteção ambiental
no estado do Paraná foi paralisada pela justiça
e que grupos econômicos, de posse da medida
judicial, incendiaram imediatamente os locais de disputa.
MAIS
RECURSOS PARA O MEIO AMBIENTE
Para o deputado estadual Carlos Minc, não é
possível cuidar do meio ambiente sem os recursos
necessários. Em 1989 a Constituição
Estadual criou o Fecam, com 20% dos royalties do petróleo.
Em 2003, esses recursos foram reduzidos para 5%, com
o nosso protesto e o do Clube de Engenharia que, com
a atuação de seu presidente, Raymundo
de Oliveira, lutou contra isso - noticiou.
O chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES,
Eduardo Bandeira de Mello, informou que desde a década
de 70 o BNDES vem demonstrando preocupação
com o meio ambiente, através do apoio a projetos
"ambientalmente positivos". Nosso departamento
surgiu década na de 70, foi desativado e depois
recriado em janeiro de 2005.
GESTÃO
AMBIENTAL
A segunda mesa do primeiro dia do Congresso, "Gestão
Ambiental, licenciamento e regulação",
foi presidida pelo assessor de Meio Ambiente do Crea-RJ,
Adacto Benedicto Ottoni. O secretário executivo
do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio
Langone, disse que o setor ambiental brasileiro vive
um momento divisor de águas. A questão
é como inserir a variável ambiental
no planejamento de médio e longo prazo. Há
uma limitação objetiva dos órgãos
de licenciamento ambiental, que não estão
preparados para enfrentar o agro negócio. É
preciso criar um outro modelo e reverter a lógica
de que a área ambiental é uma ONG incrustrada
no governo. Os órgãos ambientais precisam
de mais gente e capacitação ambiental.
Vamos receber agora no IBAMA, através de concurso
público, 950 técnicos de nível
superior, cinqüenta apenas no licenciamento ambiental,
mais do que existe hoje - comemorou.
AUTOLICENCIAMENTO
O gerente-geral de Meio Ambiente da Companhia Siderúrgica
Nacional, Luiz Claudio Ferreira Castro, informou que
a CSN vem enfrentando dificuldades nos 29 projetos
que tem atualmente em licenciamento. É preciso
que o licenciamento ambiental viabilize os empreendimentos,
o desenvolvimento e a geração de empregos.
O Ministério Público tem entrado do
processo, judicializando as licenças ambientais.
Em condições normais, as licenças
ambientais demoram, em média, dois anos para
sair. É preciso evoluir para o autolicenciamento
- propôs. O diretor de Meio Ambiente da Federação
das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan) disse que sua entidade presta assistência
e apoio às indústrias na busca do desenvolvimento
sustentável, através de apoio legal
e estratégico. Ele informou também que
a Firjan mantém "canais abertos"
com os agentes licenciadores e fiscalizadores".
Haroldo
de Matos Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma,
alertou que é preciso retomar o planejamento
de médio e longo prazo no país. Se tivermos
transparência no sistema de licenciamento, com
a colocação da tramitação
dos processos na Internet, evitaremos que essas licenças
sejam usadas com arma política contra desafetos
- alertou.
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SEGUNDO
DIA
Esgotamento dos recursos hídricos e energias
renováveis mobilizam pesquisadores
ÁGUA
DOCE
O segundo dia do Congresso teve início com
uma aula do professor Aldo Rebouças, do Instituto
de Estudos Avançados da Universidade de São
Paulo: "Águas doces no Brasil: capital
ecológico, uso e conservação".
Para o pesquisador, no atual ritmo de utilização,
os recursos hídricos do planeta estarão
esgotados até o fim do deste século.
DESENVOLVIMENTO
LIMPO
A primeira mesa redonda do segundo dia do Congresso
teve como moderador o coordenador dos programas internacionais
de desenvolvimento da Petrobras e presidente da Câmara
Técnica de Energia e Mudanças Climáticas,
Luis César Stano.O Brasil teve uma posição
muito importante no chamado mecanismo de desenvolvimento
limpo que, na verdade, é uma proposta brasileira.
Com a assinatura em fevereiro do agora Tratado de
Kyoto, a expectativa é que nosso país
mantenha esta posição de vanguarda,
agora no desenvolvimento de projetos elegíveis
para a obtenção dos créditos
de carbono - disse Cláudio Nóbrega.
FURACÕES
NO ATLÂNTICO SUL
Carlos Afonso Nobre, pesquisador do Centro de Previsão
do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais ensinou que há
3,5 bilhões de anos nossa atmosfera tinha 95%
de gás carbônico e que a fotossíntese
foi o principal elemento que baixou esse nível
para 0,03%. Quanto havia muito C02, a temperatura
era muito mais alta, chegando a 85º Celsius.
Hoje, o planeta está 0,6º a 0,7º
mais quente do que há um século. Estamos
entrando "em terra incógnita", colocando
a máquina planetária num ritmo em que
ela nunca esteve. Um modelo matemático japonês
já prevê alterações climáticas
catastróficas, como furacões no atlântico
sul.
Artur
César de Oliveira, presidente da Central de
Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu,
falou sobre o caminho percorrido até ao "executive
board" do Protocolo de Kyoto, um processo considerado
como complicado, demorado e caro. Nosso país
produz hoje 100 mil toneladas de resíduos sólidos.
Só a região metropolitana de São
Paulo produz 17 mil toneladas/dia e no grande Rio,
são cerca de 14 mil toneladas/dia. Segundo
o IBGE, em torno de 80% das cidades brasileiras não
tratam nem dispõem seus resíduos de
forma correta. O Brasil é hoje um celeiro de
projetos ligados a essa área, com oportunidades
de emprego, de renda e de desenvolvimento tecnológico.
ENERGIAS
RENOVÁVEIS
O coordenador geral do Congresso, Cláudio Nóbrega,
abriu o segundo bloco da mesa do dia - "Energias
renováveis / Alternativas" - observando
que, se por um lado, o Brasil está prestes
a ser o grande exportador de álcool e, no futuro,
de biodiesel, a área de transporte rodoviário
no país consome 50% dos derivados de petróleo
e gás, com a preponderância do diesel.
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, pesquisador
titular do Museu de Astronomia e Ciências Afins
e SÓCIO DA ABPEF, defendeu um programa do tipo
"Pro-Solar", que incluiria um sistema de
fomento através do CNPq, Capes, BNDES, Banco
do Brasil e Caixa Econômica para a aceleração
de estudos sobre esse tipo de energia.
Edson
Kuramoto, presidente da Associação Brasileira
de Energia Nuclear (ABEN), afirmou que o impacto ambiental
de uma térmica a gás é muito
superior ao de uma usina nuclear, que não emite
gases causadores do efeito estufa.
Paulo
Kazuo Tamura Amemiya, gerente executivo de Desenvolvimento
Energético da Petrobras, revelou que a Companhia
reservou 0,5% (US$ 270 milhões) dos seus investimentos
até 2010 para atuar nas áreas de energia
eólica, energia de biomassa, energia solar,
produção de biocombustíveis e
pequenas centrais hidrelétricas.
Hamilton
Moss de Souza, coordenador do Centro de Referência
para Energia Solar e Eólica Sergio de Salvo
Brito, contestou a alegação de que a
geração de energia solar é pequena.
"A Alemanha tem hoje tem mais de 12 GW de energia
eólica instalada. É uma Itaipu!".
O
ENG. MIGUEL AIDAR NETO da empresa francesa VEOLIA,
indicado pelo Consulado da França e pela ABPEF
proferiu a palestra: Tratamento e reuso de efluentes
de refinaria , no Auditório principal do 25
andar.
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TERCEIRO
DIA
Último
dia do Congresso debate sustentabilidade ambiental
e resíduos sólidos
No último dia do VIII Congresso Brasileiro
de Defesa do Meio Ambiente, foi realizada a Conferência
Magna "O potencial e limitações
de compensação para serviços
ecossistêmicos", pelo chefe do Departamento
de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRJ,
Peter Herman May.
A mesa redonda "Sustentabilidade Ambiental"
foi presidida por Jorge Xavier da Silva, do Instituto
de Geociências da UFRJ. O primeiro expositor
foi José Mizael de Souza, vice-presidente executivo
do Instituto Brasileiro de Mineração,
para quem é freqüente a idéia de
que os recursos minerais estão sendo exauridos
e que seu fim está próximo.
-
A fração conhecida e pesquisada da crosta
terrestre é muito pequena. Isso sugere que
os limites de suprimento de recursos minerais estão
realmente longe de serem atingidos. A segunda é
a de que se constata, em todo o mundo, que as reservas
disponíveis de recursos não renováveis
têm sido permanentemente "renovadas",
a maioria delas em ritmo mais rápido que o
de sua utilização - sustentou.
Carlos
Eduardo Young, professor do Instituto de Economia
da UFRJ disse que é um mito afirmar que o desmatamento
é necessário para gerar empregos e melhores
condições de vida à população,
que se instalaria nas áreas de floresta convertidas
à agropecuária. Houve redução
de 2,4 milhões de postos de trabalho na agropecuária
entre 1985 e 1996, apesar do aumento de mais de 1
milhão de hectares de áreas desmatadas.
Paulo
Choji Kitamura, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente
contou que, quando trabalhou na Amazônia, no
início da década de 80, a baixa produtividade
dos cultivos da região levou os pesquisadores
a pensar que a floresta estaria preservada. Voltei
à Amazônia agora e me deparei com lavouras
de milho produzindo até 7.000 quilos por hectare.
Se não tivermos políticas adequadas
para a região a paisagem vai ser totalmente
transformada", disse.Para Alfredo Sheid Lopes,
da Universidade de Lavras, "não há
necessidade de se desmatar nem mais um hectare no
Brasil para aumentar a produção agrícola".
Com
o tema "Produção e Consumo Sustentáveis",
o segundo bloco da mesa redonda "Sustentabilidade
Sócio Ambiental" começou com a
apresentação do ex-deputado federal
Fábio Feldman, secretário-executivo
do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas
Globais e de Biodiversidade, para quem o maior desafio
da humanidade é o tema do aumento global da
temperatura. Preocupa a situação da
China, que fez uma opção clara pelo
automóvel e considera agora a bicicleta um
símbolo arcaico. É preciso discutir
a própria questão do consumo e uma mudança
radical nos hábitos da sociedade.
Se
todos tivessem os mesmo hábitos de consumo
dos norte-americanos, seriam necessários os
recursos de quatro planetas para atender a demanda.
RESÍDUOS
SÓLIDOS
No terceiro bloco, "Habitação,
Saneamento e Gestão - Gestão integrada
de Resíduos", Nadya Limeira Araújo,
gerente de projetos de Resíduos Sólidos
da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do
Ministério das Cidades, falou que estudos do
Ministério do Meio Ambiente prevêem um
custo de 7,3 bilhões de reais para a demanda
do setor em oito anos. Oswaldo Serrano de Oliveira,
gerente nacional de Acordos Internacionais e Gestão
de Cidades da Superintendência Nacional de Saneamento
e Infra-estrutura da Caixa Econômica Federal
disse que é preciso ter cuidado com o financiamento
de projetos que venham revestidos de um discurso de
sustentabilidade mas que na prática não
são.
Paulo Poggi, diretor de Atividades Patrimoniais do
Clube de Engenharia e Coordenador Adjunto do Congresso,
falou sobre o chamou de "Lixo Zero", uma
política do governo da Suíça
visando reduzir o volume de lixo produzido. Lá
as donas de casa são incentivadas a levar sua
própria saca de pano de forma a reduzir o lixo
produzido pelas embalagens. No Brasil, em média,
é produzido um quilo de lixo por cada habitante,
mais ou menos o peso que comemos. É importante
a conscientização da população
para reduzir o enorme volume de lixo produzido e adequar
a legislação, porque o tema do meio
ambiente é muito complexo e há situações
nas quais os princípios mais sensatos devem
ser contornados.
As
seguintes entidades e empresas patrocinaram o evento:
Eletrobrás, Petrobras, Souza Cruz, Finep, BNDES,
Eletronuclear, Mútua, Carioca Engenharia, CREA-CE
e Associação Brasileira de Profissionais
Especializados na França (ABPEF).
Expositores
como a ABPEF,
a PETROBRAS,
a ELETROBRÁS
e a Secretaria de Meio Ambiente de Canoas (RS) montaram
estandes no 24º do Clube de Engenharia.
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| PALESTRAS
DE MAIO
ABPEF
/ CLUBE DE ENGENHARIA - RJ
Local:
CLUBE DE ENGENHARIA - Av. Rio Vranco, 124 - metrô
carioca - RJ
Data:
dia 10/ 5 - 18h -22° andar
Palestra:
"Tratamento de Esgotos através de Diluição
no Mar. Emissários Submarinos"
Palestrante:
Eng. Fernando Botafogo Gonçalves
"O
engenheiro Fernando Botafogo Gonçalves, Diretor
Técnico da Globaltech Tecnologia Ambiental
Ltda., apresentou no Auditório do Clube de
Engenharia em co-promoção com a ABPEF,
no dia 10 de maio de 2005, palestra sobre Sistemas
de Tratamento de Esgotos Sanitários com Emprego
de Emissários Submarinos. Foram abordados diversos
aspectos técnicos e sociais desta técnica
atualmente em emprego em vários países,
referindo-se o palestrante sob aspectos de pesquisas
oceanográficas, projetos de estações
de pré-condicionamento dos efluentes a serem
dispostos, tecnologias de construção
e programas de monitoramento e controle ambiental.
Na platéia encontravam-se cerca de 120 profissionais
interessados, dentre estudantes, engenheiros sanitaristas,
biólogos e oceanográfos, seguindose
proveitosa discussão técnica entre os
participantes."
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aqui
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Palestra:
"Estudos Hidráulicos em modelos reduzidos
da Usina de Tucuruí" [FILMES]
Data:
dia 24/ 05 - 18h-22° andar
Palestrante:
Eng. Jorge Paes Rios
Conteúdo:
ESTUDOS
HIDRAULICOS NOS MODELOS REDUZIDOS DA USINA DE TUCURUÍ
No
dia 24 de maio, o Prof. Jorge Paes Rios proferiu palestra
no Clube de Engenharia em co-promoção
da ABPEF- Associação Brasileira dos
Profissionais Especializados na França- sobre
os ESTUDOS HIDRAULICOS NOS MODELOS REDUZIDOS DA USINA
DE TUCURUI realizados durante as fases de projeto
e construção daquela Usina que é
a quarta hidrelétrica do mundo e a maior do
Brasil em potência instalada com 8.000 MW e
que ainda apresenta o maior vertedor do mundo para
a vazão descomunal de 110.000 m3/s. O Eng.
Jorge Rios destacou a importância desse projeto
para a Engenharia Nacional, tendo em vista que foram
realizados por firmas brasileiras, tanto os estudos
pelo Consórcio projetista ENGEVIX-THEMAG como
as obras pela Construtora CAMARGO CORREA.
Destacou
ainda diversos estudos realizados em modelos reduzidos
nos Laboratórios de Hidráulica , a saber
: um modelo tridimensional na escala 1:150 e mais
dois modelos bidimensionais da Tomada d'Água
e do Vertedouro, construídos no HIDROESB (
Laboratório de Hidráulica Saturnino
de Brito) , o modelo da eclusa de navegação
realizado no INPH e ainda o modelo das turbinas ensaiadas
no Laboratório da NEYRPIC-NEYRTEC em Grenoble
na França.
Dentre
os estudos apresentados e discutidos com os presentes
pode-se citar as estruturas provisórias das
adufas de desvio, das ensecadeiras e do muro defletor
e as diversas estruturas definitivas, tais como vertedor,
bacia de dissipação, tomadas d'águas,
espigões de montante e de jusante, muros-guias,etc.
Foram
ainda apresentados e discutidos os ensaios de erosão
realizados com fundo móvel solto e o Plano
de Operação das Comportas do Vertedor.
A apresentação gerou ainda diversas
perguntas também sobre a Hidrologia do projeto
e sobre a excepcional cheia de 68.400 m3/s , ocorrida
em março de 1980, durante a construção
da obra.
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