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EVENTOS TÉCNICOS REALIZADOS PELA ABPEF EM 2005

LANÇAMENTO DO CD-ROM

A ABPEF, co-patrocinadora do VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente CBDMA FAZ, em conjunto com o Clube de Engenharia, o lançamento do “CDROM" contendo os Anais do VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente, no dia 21 de dezembro de 2005, às 18h30, na Avenida Rio Branco, 124/23º andar, sendo após a cerimônia oferecido um coquetel de confraternização.


LANÇAMENTO DO LIVRO DO SIDNEY GRIPPI

ATUAÇÃO RESPONSÁVEL & DESENVOLVIMENTO - OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI


DIA 16/12/2005 [ sexta-feira] = das 10:00h. as 14:30h.
local: CRB - conselho regional de biologia = rua alvaro alvim, 21 / 12. andar = Cinelândia.
AS 12:OOh. entrega das carteiras profissionais do CRB.

ATUAÇÃO RESPONSÁVEL & DESENVOLVIMENTO - OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI

VER APRESENTAÇÃO do prof. jorge rios =

OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI

Foi com grande prazer e preocupação que aceitei o desafio de escrever algumas linhas sobre este livro que aborda OS GRANDES DESAFIOS DO SÉCULO XXI.

Os primeiros contatos profissionais e mais sérios com esses desafios eu tomei na década de setenta com grandes mestres da engenharia sanitária brasileira na UFRJ, entre os quais os Profs. Theophillo Ottonni Netto, Díocles Rondon de Souza, Adilson Coutinho Serôa da Motta, Constantino Arruda Pessoa e, posteriormente, com os meus mestres da prática hidrológica e sanitária Azevedo Netto, Francisco Saturnino de Brito Filho e Marco Augusto Siciliano. Posso hoje dizer que foi um grande prazer além de uma grande sorte ter convivido e trabalhado com tão brilhantes mestres, os quais tiveram muita influência na minha formação profissional e na minha vida acadêmica e pessoal como um todo. Posso ter esquecido algum mas isso é mais pela memória pessoal que falha.

Graças ao incentivo do Mestre Saturnino e do Reitor da UCP , D. José Fernandes Veloso fui agraciado com uma Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para me especializar no LNEC em Lisboa e mais tarde na Universidade de Grenoble na França através de um Convênio CNPQ-CNRS. Aí então , cada vez mais que me aprofundava nos estudos técnicos da hidráulica, dos recursos hídricos e da hidrologia estocástica sentia a necessidade de aumentar meus conhecimentos holísticos – essa palavra não existia no vocabulário da época – para tentar conhecer e “modelar” os fenômenos naturais de recirculação da água, do transporte sólido dos rios e da auto-depuração. Aumentava assim a minha “educação ambiental” – termos que tampouco eram empregados naquela década de 1970.

Assim tomei conhecimento de vários livros e debates que começavam a surgir com mais força, e que em especial me marcaram: o livro da bióloga Rachel Carlson “Primavera Silenciosa” e o famoso Relatório do Clube de Roma “ Os Limites do Crescimento”. Esses livros podem ser considerados clássicos e todos deveriam ler para entender o início dos movimentos ambientais sérios e conscientes.

Eles já mostravam que já estávamos, naquela época, iniciando um momento crítico na história da Terra e que em breve a humanidade teria que definir objetivamente o seu futuro. Pode-se dizer que na prática pouco foi realizado de concreto de 1970 até hoje. E é isto que procura mostrar o presente livro, onde o autor Sidney Grippi afirma: À medida que o mundo vai se tornando cada vez mais vulnerável e frágil, o futuro a enfrentar ainda é incerto se os padrões ambientais vigentes no último século se repetirem. Seu aumento, representará o caos.

E mais adiante: utilizando como base o uso dos recursos naturais, apresentou-se antagônico a sustentabilidade e a preservação do planeta na visão do capitalismo. O risco deste comportamento pode trazer como efeito adverso às gerações futuras, a inexistência de um equilíbrio entre consumo de recursos e a capacidade do meio ambiente em suportar esta demanda e se auto recuperar na oferta dos mesmos.

Concordo novamente (e já vejo este filme sem graça desde aquela época e cada vez piorando mais) com o Sidney, quando afirma: Neste sentido, os governos tem feito muito pouco. É raro vermos uma prefeitura municipal, no caso brasileiro, por exemplo, executando projetos de arborização nos centros urbanos, dando demonstração, de sua preocupação com a questão do efeito estufa e o aquecimento da terra dentro do princípio pensar globalmente agindo localmente. A preservação é uma questão de educação.

Esta publicação vai demonstrar que a educação ambiental é fundamental para ensinar o caminho do nosso futuro comum : começando por nós mesmos, passando pelos governantes, pelos empresários , enfim, pela sociedade como um todo. Mas é preciso começar e já estamos atrasados....e como.

Prof. Jorge Paes Rios = Graduado em Engenharia Civil, com Especialização em Recursos Hídricos e Eng. Sanitária, pela EEUFRJ e pelo LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa (Portugal). Mestrado em Recursos Hídricos pela Université de Grenoble – França.

Atualmente Analista Pericial em Engenharia Sanitária e Ambiental (concursado) do MPU – Ministério Público da União e professor efetivo e/ou convidado de diversas Entidades e Universidades no Brasil e no Exterior.


Palestra do nosso sócio honorário Professor Mario Barata:
FRANCOFONIA: O USO DO IDIOMA NA FRANCE ANTARTIQUE (stritu senso) NO RIO DE JANEIRO DO SÉCULO XVI

A palestra será dia 17/11 - 5ª feira às 17:30 h no 3º andar da Maison de France. Após a palestra serão oferecidos refrigerantes aos presentes.


PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS DO MÊS DE NOVEMBRO


DIA 10/11/2005 - 5. feira - 18:00h.

TÍTULO: " ESTUDOS HIDRÁULICOS-AMBIENTAIS DO PORTO DE PECÉM - CE "

Eng. Domenico Accetta - Superintendente do INPH

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DIA 24/11/2005 - 5. feira - 18:00h.

TÍTULO: "O DIREITO DO CONSUMIDOR E O MEIO AMBIENTE"

Dr. Aluízio Maia (Presidente do SIMA) - Dr. Henrique Quadros (ex- Procurador do PROCON)

Endereço: Av. Rio Vranco, 124 - metrô carioca - RJ
Telefones: (21) 2178-9200 / 2178- 9261 / 2178-9260 Secretária Lenice


PROGRAMAÇÃO DAS PALESTRAS PARA OUTUBRO

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PROGRAMAÇÃO DE PALESTRAS:

Organização : Prof. jorge rios

CLUBE DE ENGENHARIA = DRNR- DRHS- ABPEF

Av. Rio Branco, 124 / 22. andar - RJ - Metrô Carioca

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DIA 06/10/2005 = 5. feira = 18:00h.

TÍTULO: "ASSÉDIO MORAL NAS EMPRESAS"

Dr. João Berthier - Procurador do Trabalho e Prof. da UERJ e da PUC.

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TÍTULO: "RECICLAGEM: SERÁ QUE VALE A PENA?"

DIA 27/10/2005 - 5. feira = 18:00h.


Eng. J. H. Penido [COMLURB]


PALESTRA DO MINISTRO CIRO GOMES SOBRE O RIO SÃO FRANCISCO

08/08/2005

O MINISTRO da integração social CIRO GOMES realizou palestra no Clube de Engenharia para os associados do Clube e da ABPEF sobre a transposição do rio São Francisco e sua importância para a região Nordeste. Estavam presentes alguns dos diretores da ABPEF e inumeras autoridades.

O ministro Ciro afirmou que já debateu na CNBB, na CUT, na Fiesp e na Firjan e espera contar com a mediação de “instituições isentas como o Clube de Engenharia” para a compreensão do projeto de transposição. Ressaltou que “este é seguramente o maior projeto de infra-estrutura do país e trás uma enorme expectativa”.

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TEXTO DA PALESTRA

PULSO MIGRATÓRIO


Ciro Gomes afirmou que o projeto tem um impacto direto sobre um terço do território nacional, beneficia diretamente 12 milhões de pessoas no Nordeste “e não prejudica um só brasileiro sequer”. O ministro explicou que o Nordeste tem apenas dois grandes rios perenes e detém apenas 3% da água do país – 70% da qual está concentrada na bacia do rio São Francisco. O remanescente está na bacia do Paranaíba, que separa o Piauí do Maranhão. Já o chamado Nordeste Setentrional – composto pelos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte – não tem nenhum rio perene.

– Por várias causas, nessa região está o maior pulso migratório do país. A causa ancestral é uma baixíssima disponibilidade per capita de água. O rio está muito machucado, pois há 500 anos se degradam os recursos naturais da bacia do São Francisco – 95% da mata ciliar foram destruídos. Por isto, o rio perde vazão, assoreia, tem desbarrancamento de margens e pragas de esquitosomose no baixo. A partir da cascata de barragens de Sobradinho, da Chesf, artificializou-se o rio São Francisco em todo o seu trecho baixo, com graves impactos para a vida tradicional. O rio não pulsa mais como pulsava outrora, com 16 m3/s de cheias e depressões de 600 m3/s de seca. Quando havia essa cheia, como no Nilo, o rio saia furioso das suas margens, inundava lagoas, o que causava transtornos, mas também gerava vida, gerava economia, havia uma produção de arroz, perenizavam-se lagoas. O rio era extremamente piscoso e havia todo uma comunidade que vivia da pesca no baixo São Francisco. Tudo isso mudou radicalmente.

Ciro Gomes disse que o projeto de integração de bacias já conta com os primeiros canteiros de formação de mudas para reposição de mata ciliar, as primeiras providências para restauração da navegação, as primeiras 21 estações de tratamento de esgoto (250 cidades lançam esgoto sem qualquer tratamento no rio), além de programas de combate à desertificação, construção de cisternas, poços desanilizadores e 3.600 km de adutoras.

– Esse projeto de integração não resolve o problema da seca, porque a seca é como a neve: vai acontecer. O projeto não resolve o problema das populações difusas, muito menos de toda a população, mas resolve a questão da segurança hídrica de 45% da população do Nordeste Setentrional, ou 12 milhões de pessoas.

IMPACTO FUNDIÁRIO


O ministro disse que, até a posse de Lula, todas as concepções do projeto desconsideravam seu impacto sobre estrutura fundiária do Nordeste. Segundo ele, no início do projeto, há um ano e meio atrás, quando os primeiros levantamentos topográficos foram feitos, o presidente decretou, em 19 de maio de 2004, a utilidade pública para fins de desapropriação de 2,5 km de terras a partir de cada margem dos canais, perfazendo um total de 350 mil hectares – “cerca de uma Argentina” – prioritariamente para a reforma agrária.

– O impacto sobre a posse da terra será transcendental, incalculável e revolucionário. Já está acontecendo apenas pela notícia de que a água vai chegar. Nós estamos titulando nas margens dos rios secos todas as posses pequenas até 100 hectares, para garantir ao pequeno o benefício dessa obra. Isto congelou qualquer possibilidade de especulação fundiária, de concentração de terra com o benefício da água – ressaltou.

O ministro relatou que foi buscar na ONU um padrão para dimensionar toda a disponibilidade per capita de água no Nordeste. Este padrão, explica, define que a vida é sustentável a partir de um mínimo de 1.500 m3/habitante/ano. Ele explicou que na bacia do rio São Francisco há uma disponibilidade per capita de 4.500 m3/há/ano, ou três vezes esse mínimo. Na bacia do rio Parnaíba, que separa o Piauí do Maranhão, esta disponibilidade per capita é de 1.700 m3/há/ano. Já na área do projeto, a disponibilidade é inferior a 1/3 do mínimo, ou de 450 m3/há/ano. “Esse é o número científico que demonstra a necessidade estratégica de um projeto com esta concepção”.

Ciro Gomes ressaltou que a vazão média do rio São Francisco na foz é de 2.850 m³/s, para um consumo atual na BACIA de apenas 91 m³/s. Ele sustentou que, no cenário mais otimista de aceleração econômica – no qual ele disse não acreditar que va´ ocorrer – em 2025 a vazão consumida emtoda a BACIA seria de 262 m³/s.

Para o ex-governador do Ceará, as culturas agrícolas do Nordeste Setentrional sofrem mais os impactos das secas cíclicas que afligem a região do que os demais estados da região. Ele informou que o plano de bacia do São Francisco, uma exigência legal, foi debatido em 18 audiências públicas promovidas pelo Comitê de Bacia e aprovado por unanimidade.

PROJETO DE ENGENHARIA


O ministro disse ainda que a operação do sistema ficará à cargo de uma subsidiária da Chesf, a quem caberá “resolver a contradição” entre usar a água para geração de energia ou para outros fins. O Governo Federal passará também a cobrar pela água bruta – o que Ciro Gomes já havia feito quando era governador do Ceará. Segundo as simulações de custo de operação e manutenção, o produto custará R$ 11 centavos o m3. Sob o impacto do projeto no sistema elétrico interligado, Ciro informou que serão licitadas duas PCHs de 58 MWatts cada, sendo a energia gerada, neste caso da transposição, um reaproveitamento PARCIAL da energia despendida nos sistemas de bombeamento.

O projeto de engenharia prevê dois canais que, somados, chegam a 720 Km. As obras são relativamente pequenas em relação aos benefícios gerados.Eles têm seção máxima de 25 metros e profundidade máxima de 5m. Os canais abastecerão 1.000 Km de leitos secos de rios naturais do Nordeste, que passarão a perenes.

O ministro sustentou que o Brasil já está familiarizado com o processo de transposição.O Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro, transpõe 63% de sua vazão natural. O Piracicaba, que abastece São Paulo, transpõe 78% de sua vazão. O São Francisco terá apenas 2% de suas águas transpostas. O benefício é incalculável, estrutural e terá transcendência histórica – previu.

O projeto está orçado em R$ 4,3 bilhões. Estão em licitação pelo menor preço 14 lotes, disputados por empresas e consórcios – 200 editais foram comprados. Devido a exigências do Tribunal de Contas da União, e prevendo impugnações ao processo licitatório, o primeiro trecho do projeto de transposição das águas do rio São Francisco deve ser entregue à engenharia do Exército, para aproveitar os R$ 600 milhões disponibilizados no Orçamento Geral da União para este ano.


VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente recebe mais de 800 pessoas nos três dias do evento

Com o Patrocínio da ABPEF, PETROBRÁS, ELETROBRÁS e outras entidades o Clube de Engenharia realizou na sua sede na AV. RIO BRANCO, 124, no Rio de Janeiro, em conjunto com a UFRJ e o Crea-RJ, nos dias 20, 21 e 22 de junho, o VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente (CBDMA)

Com o tema "Oportunidades e Dificuldades na Defesa do Meio Ambiente", o evento contou com mais de 800 inscrições e recebeu 171 trabalhos técnicos. O Congresso contou com mesas redondas, mini-cursos, palestras e duas conferências magnas, além de uma programação de visitas técnicas e uma agenda musical, com a orquestra Rio Strings e o Conjunto de Música Antiga da UFF. Participaram no evento palestrantes especialmente convidados, bem como, autoridades, empresários e especialistas nos diferentes segmentos do Meio Ambiente. O Congresso foi aberto à participação de interessados, incluindo estudantes de todos os níveis, técnicos, e profissionais de nível superior.
Os trabalhos técnicos foram padronizados e serão incluídos nos Anais do evento.

PRIMEIRO DIA

Abertura, recursos para o meio ambiente e gestão ambiental.
No início dos trabalhos, a banda de música do Corpo de Fuzileiros Navaís executou o hino nacional brasileiro e um toque de clarim em homenagem aos ambientalistas assassinados - Dorothy Stang, a "Irmã Dorothy" e Dionísio Júlio Ribeiro Filho.

Na mesa de abertura do congresso - "Políticas públicas na defesa do meio ambiente" - o presidente do Clube de Engenharia, Raymundo de Oliveira, afirmou que hoje o que está em jogo é a sobrevivência da própria espécie humana. Quando olho para os meus netos, me pergunto se eles terão netos. Precisamos discutir um modelo de desenvolvimento que seja centrado no ser humano, não no capital - defendeu.

SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA, SOCIAL E AMBIENTAL
O diretor Técnico do Clube e coordenador geral do Congresso, Cláudio Nóbrega, destacou os três focos principais do Congresso: Gestão Ambiental, Desenvolvimento Limpo e Sustentabilidade Sócio-Ambiental.

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone, observou que todos concordam com o desenvolvimento sustentável até o momento em que o "sustentável contrarie interesses específicos". Ele denunciou que a tentativa de criação de áreas de proteção ambiental no estado do Paraná foi paralisada pela justiça e que grupos econômicos, de posse da medida judicial, incendiaram imediatamente os locais de disputa.

MAIS RECURSOS PARA O MEIO AMBIENTE
Para o deputado estadual Carlos Minc, não é possível cuidar do meio ambiente sem os recursos necessários. Em 1989 a Constituição Estadual criou o Fecam, com 20% dos royalties do petróleo. Em 2003, esses recursos foram reduzidos para 5%, com o nosso protesto e o do Clube de Engenharia que, com a atuação de seu presidente, Raymundo de Oliveira, lutou contra isso - noticiou.
O chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Eduardo Bandeira de Mello, informou que desde a década de 70 o BNDES vem demonstrando preocupação com o meio ambiente, através do apoio a projetos "ambientalmente positivos". Nosso departamento surgiu década na de 70, foi desativado e depois recriado em janeiro de 2005.

GESTÃO AMBIENTAL
A segunda mesa do primeiro dia do Congresso, "Gestão Ambiental, licenciamento e regulação", foi presidida pelo assessor de Meio Ambiente do Crea-RJ, Adacto Benedicto Ottoni. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone, disse que o setor ambiental brasileiro vive um momento divisor de águas. A questão é como inserir a variável ambiental no planejamento de médio e longo prazo. Há uma limitação objetiva dos órgãos de licenciamento ambiental, que não estão preparados para enfrentar o agro negócio. É preciso criar um outro modelo e reverter a lógica de que a área ambiental é uma ONG incrustrada no governo. Os órgãos ambientais precisam de mais gente e capacitação ambiental. Vamos receber agora no IBAMA, através de concurso público, 950 técnicos de nível superior, cinqüenta apenas no licenciamento ambiental, mais do que existe hoje - comemorou.

AUTOLICENCIAMENTO
O gerente-geral de Meio Ambiente da Companhia Siderúrgica Nacional, Luiz Claudio Ferreira Castro, informou que a CSN vem enfrentando dificuldades nos 29 projetos que tem atualmente em licenciamento. É preciso que o licenciamento ambiental viabilize os empreendimentos, o desenvolvimento e a geração de empregos. O Ministério Público tem entrado do processo, judicializando as licenças ambientais. Em condições normais, as licenças ambientais demoram, em média, dois anos para sair. É preciso evoluir para o autolicenciamento - propôs. O diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) disse que sua entidade presta assistência e apoio às indústrias na busca do desenvolvimento sustentável, através de apoio legal e estratégico. Ele informou também que a Firjan mantém "canais abertos" com os agentes licenciadores e fiscalizadores".

Haroldo de Matos Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma, alertou que é preciso retomar o planejamento de médio e longo prazo no país. Se tivermos transparência no sistema de licenciamento, com a colocação da tramitação dos processos na Internet, evitaremos que essas licenças sejam usadas com arma política contra desafetos - alertou.

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SEGUNDO DIA

Esgotamento dos recursos hídricos e energias renováveis mobilizam pesquisadores

ÁGUA DOCE
O segundo dia do Congresso teve início com uma aula do professor Aldo Rebouças, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo: "Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação". Para o pesquisador, no atual ritmo de utilização, os recursos hídricos do planeta estarão esgotados até o fim do deste século.

DESENVOLVIMENTO LIMPO
A primeira mesa redonda do segundo dia do Congresso teve como moderador o coordenador dos programas internacionais de desenvolvimento da Petrobras e presidente da Câmara Técnica de Energia e Mudanças Climáticas, Luis César Stano.O Brasil teve uma posição muito importante no chamado mecanismo de desenvolvimento limpo que, na verdade, é uma proposta brasileira. Com a assinatura em fevereiro do agora Tratado de Kyoto, a expectativa é que nosso país mantenha esta posição de vanguarda, agora no desenvolvimento de projetos elegíveis para a obtenção dos créditos de carbono - disse Cláudio Nóbrega.

FURACÕES NO ATLÂNTICO SUL
Carlos Afonso Nobre, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ensinou que há 3,5 bilhões de anos nossa atmosfera tinha 95% de gás carbônico e que a fotossíntese foi o principal elemento que baixou esse nível para 0,03%. Quanto havia muito C02, a temperatura era muito mais alta, chegando a 85º Celsius. Hoje, o planeta está 0,6º a 0,7º mais quente do que há um século. Estamos entrando "em terra incógnita", colocando a máquina planetária num ritmo em que ela nunca esteve. Um modelo matemático japonês já prevê alterações climáticas catastróficas, como furacões no atlântico sul.

Artur César de Oliveira, presidente da Central de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu, falou sobre o caminho percorrido até ao "executive board" do Protocolo de Kyoto, um processo considerado como complicado, demorado e caro. Nosso país produz hoje 100 mil toneladas de resíduos sólidos. Só a região metropolitana de São Paulo produz 17 mil toneladas/dia e no grande Rio, são cerca de 14 mil toneladas/dia. Segundo o IBGE, em torno de 80% das cidades brasileiras não tratam nem dispõem seus resíduos de forma correta. O Brasil é hoje um celeiro de projetos ligados a essa área, com oportunidades de emprego, de renda e de desenvolvimento tecnológico.

ENERGIAS RENOVÁVEIS
O coordenador geral do Congresso, Cláudio Nóbrega, abriu o segundo bloco da mesa do dia - "Energias renováveis / Alternativas" - observando que, se por um lado, o Brasil está prestes a ser o grande exportador de álcool e, no futuro, de biodiesel, a área de transporte rodoviário no país consome 50% dos derivados de petróleo e gás, com a preponderância do diesel. Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, pesquisador titular do Museu de Astronomia e Ciências Afins e SÓCIO DA ABPEF, defendeu um programa do tipo "Pro-Solar", que incluiria um sistema de fomento através do CNPq, Capes, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica para a aceleração de estudos sobre esse tipo de energia.

Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), afirmou que o impacto ambiental de uma térmica a gás é muito superior ao de uma usina nuclear, que não emite gases causadores do efeito estufa.

Paulo Kazuo Tamura Amemiya, gerente executivo de Desenvolvimento Energético da Petrobras, revelou que a Companhia reservou 0,5% (US$ 270 milhões) dos seus investimentos até 2010 para atuar nas áreas de energia eólica, energia de biomassa, energia solar, produção de biocombustíveis e pequenas centrais hidrelétricas.

Hamilton Moss de Souza, coordenador do Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sergio de Salvo Brito, contestou a alegação de que a geração de energia solar é pequena. "A Alemanha tem hoje tem mais de 12 GW de energia eólica instalada. É uma Itaipu!".

O ENG. MIGUEL AIDAR NETO da empresa francesa VEOLIA, indicado pelo Consulado da França e pela ABPEF proferiu a palestra: Tratamento e reuso de efluentes de refinaria , no Auditório principal do 25 andar.

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TERCEIRO DIA

Último dia do Congresso debate sustentabilidade ambiental e resíduos sólidos
No último dia do VIII Congresso Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente, foi realizada a Conferência Magna "O potencial e limitações de compensação para serviços ecossistêmicos", pelo chefe do Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRJ, Peter Herman May.
A mesa redonda "Sustentabilidade Ambiental" foi presidida por Jorge Xavier da Silva, do Instituto de Geociências da UFRJ. O primeiro expositor foi José Mizael de Souza, vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Mineração, para quem é freqüente a idéia de que os recursos minerais estão sendo exauridos e que seu fim está próximo.

- A fração conhecida e pesquisada da crosta terrestre é muito pequena. Isso sugere que os limites de suprimento de recursos minerais estão realmente longe de serem atingidos. A segunda é a de que se constata, em todo o mundo, que as reservas disponíveis de recursos não renováveis têm sido permanentemente "renovadas", a maioria delas em ritmo mais rápido que o de sua utilização - sustentou.

Carlos Eduardo Young, professor do Instituto de Economia da UFRJ disse que é um mito afirmar que o desmatamento é necessário para gerar empregos e melhores condições de vida à população, que se instalaria nas áreas de floresta convertidas à agropecuária. Houve redução de 2,4 milhões de postos de trabalho na agropecuária entre 1985 e 1996, apesar do aumento de mais de 1 milhão de hectares de áreas desmatadas.

Paulo Choji Kitamura, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente contou que, quando trabalhou na Amazônia, no início da década de 80, a baixa produtividade dos cultivos da região levou os pesquisadores a pensar que a floresta estaria preservada. Voltei à Amazônia agora e me deparei com lavouras de milho produzindo até 7.000 quilos por hectare. Se não tivermos políticas adequadas para a região a paisagem vai ser totalmente transformada", disse.Para Alfredo Sheid Lopes, da Universidade de Lavras, "não há necessidade de se desmatar nem mais um hectare no Brasil para aumentar a produção agrícola".

Com o tema "Produção e Consumo Sustentáveis", o segundo bloco da mesa redonda "Sustentabilidade Sócio Ambiental" começou com a apresentação do ex-deputado federal Fábio Feldman, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, para quem o maior desafio da humanidade é o tema do aumento global da temperatura. Preocupa a situação da China, que fez uma opção clara pelo automóvel e considera agora a bicicleta um símbolo arcaico. É preciso discutir a própria questão do consumo e uma mudança radical nos hábitos da sociedade.

Se todos tivessem os mesmo hábitos de consumo dos norte-americanos, seriam necessários os recursos de quatro planetas para atender a demanda.

RESÍDUOS SÓLIDOS
No terceiro bloco, "Habitação, Saneamento e Gestão - Gestão integrada de Resíduos", Nadya Limeira Araújo, gerente de projetos de Resíduos Sólidos da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, falou que estudos do Ministério do Meio Ambiente prevêem um custo de 7,3 bilhões de reais para a demanda do setor em oito anos. Oswaldo Serrano de Oliveira, gerente nacional de Acordos Internacionais e Gestão de Cidades da Superintendência Nacional de Saneamento e Infra-estrutura da Caixa Econômica Federal disse que é preciso ter cuidado com o financiamento de projetos que venham revestidos de um discurso de sustentabilidade mas que na prática não são.
Paulo Poggi, diretor de Atividades Patrimoniais do Clube de Engenharia e Coordenador Adjunto do Congresso, falou sobre o chamou de "Lixo Zero", uma política do governo da Suíça visando reduzir o volume de lixo produzido. Lá as donas de casa são incentivadas a levar sua própria saca de pano de forma a reduzir o lixo produzido pelas embalagens. No Brasil, em média, é produzido um quilo de lixo por cada habitante, mais ou menos o peso que comemos. É importante a conscientização da população para reduzir o enorme volume de lixo produzido e adequar a legislação, porque o tema do meio ambiente é muito complexo e há situações nas quais os princípios mais sensatos devem ser contornados.

As seguintes entidades e empresas patrocinaram o evento: Eletrobrás, Petrobras, Souza Cruz, Finep, BNDES, Eletronuclear, Mútua, Carioca Engenharia, CREA-CE e Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF).

Expositores como a ABPEF, a PETROBRAS, a ELETROBRÁS e a Secretaria de Meio Ambiente de Canoas (RS) montaram estandes no 24º do Clube de Engenharia.

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PALESTRAS JUNHO COM ENTRADA FRANÇA

ABPEF / CLUBE DE ENGENHARIA - RJ

Local: CLUBE DE ENGENHARIA - Av. Rio Vranco, 124 - metrô carioca - RJ

Palestra: Tratamento e reuso de efluentes de refinaria.

Data: 20/ 6 - 14h - 18° andar PALESTRA DO ENG. MIGUEL AIDAR NETO -
ABPEF/ VEOLIA no VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE


PALESTRAS DE MAIO

ABPEF / CLUBE DE ENGENHARIA - RJ

Local: CLUBE DE ENGENHARIA - Av. Rio Vranco, 124 - metrô carioca - RJ

Data: dia 10/ 5 - 18h -22° andar

Palestra: "Tratamento de Esgotos através de Diluição no Mar. Emissários Submarinos"

Palestrante: Eng. Fernando Botafogo Gonçalves

"O engenheiro Fernando Botafogo Gonçalves, Diretor Técnico da Globaltech Tecnologia Ambiental Ltda., apresentou no Auditório do Clube de Engenharia em co-promoção com a ABPEF, no dia 10 de maio de 2005, palestra sobre Sistemas de Tratamento de Esgotos Sanitários com Emprego de Emissários Submarinos. Foram abordados diversos aspectos técnicos e sociais desta técnica atualmente em emprego em vários países, referindo-se o palestrante sob aspectos de pesquisas oceanográficas, projetos de estações de pré-condicionamento dos efluentes a serem dispostos, tecnologias de construção e programas de monitoramento e controle ambiental.
Na platéia encontravam-se cerca de 120 profissionais interessados, dentre estudantes, engenheiros sanitaristas, biólogos e oceanográfos, seguindose proveitosa discussão técnica entre os participantes."

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Palestra: "Estudos Hidráulicos em modelos reduzidos da Usina de Tucuruí" [FILMES]

Data: dia 24/ 05 - 18h-22° andar

Palestrante: Eng. Jorge Paes Rios

Conteúdo:

ESTUDOS HIDRAULICOS NOS MODELOS REDUZIDOS DA USINA DE TUCURUÍ

No dia 24 de maio, o Prof. Jorge Paes Rios proferiu palestra no Clube de Engenharia em co-promoção da ABPEF- Associação Brasileira dos Profissionais Especializados na França- sobre os ESTUDOS HIDRAULICOS NOS MODELOS REDUZIDOS DA USINA DE TUCURUI realizados durante as fases de projeto e construção daquela Usina que é a quarta hidrelétrica do mundo e a maior do Brasil em potência instalada com 8.000 MW e que ainda apresenta o maior vertedor do mundo para a vazão descomunal de 110.000 m3/s. O Eng. Jorge Rios destacou a importância desse projeto para a Engenharia Nacional, tendo em vista que foram realizados por firmas brasileiras, tanto os estudos pelo Consórcio projetista ENGEVIX-THEMAG como as obras pela Construtora CAMARGO CORREA.

Destacou ainda diversos estudos realizados em modelos reduzidos nos Laboratórios de Hidráulica , a saber : um modelo tridimensional na escala 1:150 e mais dois modelos bidimensionais da Tomada d'Água e do Vertedouro, construídos no HIDROESB ( Laboratório de Hidráulica Saturnino de Brito) , o modelo da eclusa de navegação realizado no INPH e ainda o modelo das turbinas ensaiadas no Laboratório da NEYRPIC-NEYRTEC em Grenoble na França.

Dentre os estudos apresentados e discutidos com os presentes pode-se citar as estruturas provisórias das adufas de desvio, das ensecadeiras e do muro defletor e as diversas estruturas definitivas, tais como vertedor, bacia de dissipação, tomadas d'águas, espigões de montante e de jusante, muros-guias,etc.

Foram ainda apresentados e discutidos os ensaios de erosão realizados com fundo móvel solto e o Plano de Operação das Comportas do Vertedor. A apresentação gerou ainda diversas perguntas também sobre a Hidrologia do projeto e sobre a excepcional cheia de 68.400 m3/s , ocorrida em março de 1980, durante a construção da obra.

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ABPEF / CLUBE DE ENGENHARIA ENTRADA FRANCA

Eventos de Março 2005

Local: CLUBE DE ENGENHARIA - Av. Rio Branco, 124 (metrô carioca)

01/03 – 18h – 22° andar
Palestra: COMPOSTAGEM
Palestrante: Eng. Agrônoma Danielle Xanchão Dominguez
Promoção: DAT/DRNR/ABPEF

15/03 – 18h – 22° andar
Palestra: FLORESTAS/POMAR –APLICAÇÕES CASEIRAS, ESSÊNCIAS BÁSICAS – EUCALIPTUS. CITRIADORES – FONTE COMPLEMENTAR DE RENDA FAMILIAR
Palestrante: Eng. Químico Ricardo Teixeira
Promoção: DAT/DRNR/DEA/DTEQ/ABPEF