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| EVENTOS
TÉCNICOS REALIZADOS PELA ABPEF EM 2006 |
SEMINÁRIO
DE VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS
A
ABPEF promoveu, no dia 16 de outubro,
no Clube de Engenharia de 9:00h. às
12:00h. o SEMINÁRIO
DE VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS
com as palestras "Transportes
urbanos no Brasil" e "Revitalização
de áreas urbanas centrais".
Os palestrantes foram o presidente do Instituto
de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio
de Janeiro (IEEA), Marcio Queiroz e a consultora
do programa francês Cidade Brasil, Lais
Coelho.
O
Seminário contou com as presenças
da Mme. Chantal Garnier, do Consulado da França
e de diversos Diretores da ABPEF. Durante
o evento falaram o Presidente e o Diretor
Secretário da ABPEF Dr. Léo
Fabiano e Jorge Paes Rios, respectivamente,
além da Mme. Chantal Garnier.
Marcio
Queiroz, que já foi Secretário
de Transportes do Município do Rio
de Janeiro, defendeu o investimento da União
em veículos de alta capacidade como
trem, barca e metrô e de média
capacidade, como os ônibus.
–
Infelizmente o índice que mais cresce
é o de carros particulares. Precisamos
que o BNDES direcione recursos para transferir
os passageiros do transporte individual para
os de alta capacidade. Esse é o desejo
das grandes cidades.
Segundo
o especialista, na região Sudeste existem
hoje quatro habitantes por veículo,
e esse índice vem diminuindo. A cidade
de São Paulo já alcançou
um índice europeu, de dois habitantes
por veículo. Já na cidade do
Rio de Janeiro existem três habitantes
por veículo.
–
O Brasil se globalizou. Estamos urbanizados.
Nossa indústria automobilística
faz frente ao mundo todo. No encarroçamento
de ônibus, a Marcopolo, do Rio Grande
do Sul, a Busscar de Santa Catarina, a Caio
de São Paulo, a Ciferal, do Rio de
Janeiro, são empresas com padrão
internacional.
REVITALIZAÇÃO
DE ÁREAS URBANAS
A
consultora Lais Coelho apresentou um programa
desenvolvido no bairro de São Cristóvão,
que tem o patrocínio da Caixa Econômica
Federal (CEF) e do governo francês.
–
Em 2000, a Caixa lançou um programa
de revitalização de sítios
históricos e em 2001 buscou uma parceria
com o governo francês na revitalização
de centros históricos. A partir daí
foi criado um programa francês denominado
Cidade Brasil.
Lais
Coelho explicou que o programa consiste na
cooperação técnica e
na colaboração bilateral, especialmente
na área de revitalização
de áreas urbanas centrais.
–
A cidade do Rio optou pelo bairro de São
Cristóvão. Estamos trabalhando
nessa área com um plano de reabilitação
integrada. A coordenação do
Programa é do Instituto Pereira Passos,
da Prefeitura de Paris, da Agência Parisiense
de Urbanismo, da Sociedade Imobiliária
de Economia Mista de Paris, além do
governo francês e de organismos federais
como o Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (Iphan) e a CEF.
Para
ver o texto da palestra do Dr. Márcio
Queiroz em PDF
zipado aqui
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A
Associação Brasileira de Profissionais
Especializados na França (ABPEF) e
o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro realizaram,
no dia 10 de outubro de 2006, o "Seminário
Franco-Brasileiro de Produção
de Eletricidade por Tecnologia Nuclear".
O evento teve o apoio do Governo do Estado
do Rio de Janeiro, do Consulado da França,
da Câmara de Comércio França-Brasil,
da Firjan, do Crea-RJ e da COPPE/UFRJ.
Segundo os organizadores, as usinas nucleares
– com as tecnologias aprimoradas, menores
custos de produção e baixo impacto
ambiental – despontam como uma alternativa
cada vez mais importante no futuro próximo
na complementação e diversificação
da matriz energética brasileira, como
já se verifica na maioria dos países
desenvolvidos. A França é detentora
de um parque nuclear importante, com 80% de
sua geração elétrica
dependente da tecnologia nuclear e seus técnicos
têm grande conhecimento no assunto.
Engenheiros e técnicos da França
e do Brasil puderam trocar informações
e discutir diversos aspectos entre os quais
os do tratamento e disposição
dos rejeitos nucleares.
O
painel SEGURANÇA
NUCLEAR E GERENCIAMENTO DE REJEITOS
teve como palestrantes Mme. Michele Viala
de L'Institut de Radioprotection et de Sûreté
Nucléaire – IRSN , o Eng. Cláudio
Almeida – Assessor do Presidente da Comissão
Nacional de Energia Nuclear – CNEN , o Eng.
Douglas Cisneiro de Barros – 2° Vice Presidente
da Associação Brasileira de
Profissionais Especializados na França
– ABPEF e o Prof. Jorge Paes Rios - Diretor
da ABPEF.
Em
seguida na Mesa Redonda PERSPECTIVAS
DE COOPERAÇÃO FRANÇA-BRASIL
falaram M. Marc Ponchet do Commissariat à
l´Energie Atomique – CEA , Mme. Michele
Viala do IRSN , M. Johannes Höbart da
Areva, o Eng. Leonam dos Santos Guimarães
– Assistente do Diretor Presidente da Eletronuclear,
o Eng. Carlos Frederico Figueiredo – Gerente
da NUCLEP, o Eng. Samuel Fayad – Diretor de
Produção do Combustível
Nuclear da Indústrias Nucleares do
Brasil – INB, o Eng. Jaime Wallwitz Cardoso
– Presidente da NUCLEP e teve como coordenadores
os Engs. Henri Uziel e Jorge Rios – Diretores
da Associação Brasileira de
Profissionais Especializados na França
– ABPEF .
O
evento teve mais de 500 participantes inscritos
e foi encerrado pelo Eng. Leo Fabiano Baur
Reis – Presidente da ABPEF.
Para
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ver e fazer o download das palestras em PDF
clique aqui
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Palestra
da ABPEF abordou polêmica entre emissários
submarinos versus estações de
tratamento de esgotos.
A
ABPEF - Associação Brasileira
de Profissionais Especializados na França,
EM CONJUNTO com as Divisões Técnicas
de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS)
e a de Engenharia do Ambiente (DEA) do Clube
de Engenharia promoveram, no
dia 14 de setembro de 2006,
a palestra intitulada "Emissários
submarinos como unidades de processo de sistemas
de tratamento de esgotos sanitários".
O
expositor foi o professor e engenheiro Fernando
Botafogo Gonçalves, diretor técnico
da Globaltech Tecnologia Ambiental.
O
engenheiro afirmou que nos cursos de engenharia
sanitária, oceanografia e biologia
marinha e na preparação de teses
de mestrado e doutorado são ensinadas
em detalhe as diversas técnicas de
construção e operação
de estações de tratamento de
esgotos sanitários, mas que os aspectos
relacionados aos emissários submarinos
não são abordados. Botafogo
Gonçalves ressaltou que os emissários
submarinos são considerados hoje complementares
e integrados aos sistemas de tratamento e
disposição de esgotos sanitários.
–
Sanitaristas, oceanógrafos e biólogos
marinhos deveriam passar a afirmar, quando
solicitados: emissários submarinos?
Desculpem, mas isto eu não aprendi
na escola! Na verdade, estes profissionais
até mesmo desconhecem que em nosso
país existem em operação,
atualmente, 23 emissários submarinos,
localizados em Manaus, Belém, Boa Vista,
Fortaleza, Maceió, Aracajú,
Salvador, Vitória, Rio de Janeiro,
Guarujá, Santos, São Vicente
(SP) e Praia Grande (SP) – disse.
Segundo
o Diretor da ABPEF e Chefe da DRHS, Eng. Jorge
Paes Rios, que presidiu a palestra, na maior
parte dos cursos de engenharia ambiental e
sanitária, de oceanografia física
e de biologia não se faz menção
aos aspectos relacionados à elevada
capacidade das águas marinhas promoverem
a diluição, dispersão
e decaimento de cargas poluentes a elas lançadas
e nem se toca no assunto Emissários
submarinos e subfluviais.
–
Por falta de informação foi
incutida na opinião pública
uma percepção de risco ambiental
que, na verdade, não se encontra baseada
em qualquer risco real, disse o prof. Botafogo.
PROTOCOLO
DE ANNAPOLIS
O
palestrante chamou atenção para
o fato de o Protocolo de Kioto, que trata
sobre a emissão de efluentes gasosos
na atmosfera, ser amplamente conhecido enquanto
que poucos profissionais da área já
ouviram falar do Protocolo de Annapolis, de
monito-ramento da balneabilidade das águas
marinhas recreacionais.
Durante
a palestra o especialista comentou que a Constituição
Estadual no RIO DE JANEIRO, obriga os projetos
de emissários submarinos a adotarem
uma forma de tratamento prévio de esgotos
sanitários, definida, em detalhes na
Carta estadual.
–
É uma impropriedade o legislador estadual
determinar obrigações sobre
aspectos técnicos de responsabilidade
dos engenheiros. Quando se discute a polêmica
tratamento versus emissário, uma coisa
é uma coisa, outra coisa é outra
coisa – disse.
Botafogo
explicou que a tubulação difusora
dos emissários submarinos longos é
projetada com extensão e profundidade
capazes de assegurar uma baixa probabilidade
da pluma (mistura de efluentes sanitários
e águas marinhas) vir a alcançar
zonas de balneabilidade.
–
É muito pouco provável que um
banhista venha a entrar em contato físico
com efluentes sanitários em seu estado
bruto ou tratado, o que faz dos emissários
uma alternativa de muito baixo risco à
saúde humana – finalizou.
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Seminário
sobre políticas públicas para
transporte, habitação e saneamento
teve ministro das Cidades.
A
ABPEF , em conjunto com o Clube de Engenharia
realizou nos dias 29,
30 e 31 de maio, o Seminário
“Habitação, Transporte e Saneamento
– desafios e soluções para questões
urbanas no Grande Rio”. O evento contou com
a presença do ministro das Cidades,
Márcio Fortes de Almeida. |
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A
mesa de abertura contou ainda com as presenças
do presidente do Clube de Engenharia, Raymundo
de Oliveira, do 1º vice-presidente do Clube
de Engenharia, Paulo Brandão, do diretor
de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia
e coordenador do seminário, Cláudio
Wilson Nóbrega, do secretário
de Estado de Habitação, Fernando
Avelino, do deputado federal Jorge Bittar, do
deputado estadual Silas Malafaia, e do diretor
da Área Social do BNDES, Elvio Lima Gaspar.
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O
presidente do Clube de Engenharia, Raymundo
Oliveira, falou do compromisso do Clube com
a discussão de um projeto para o Brasil:
–
Aqui temos profissionais competentes e tecnologia,
não precisamos importar nada.
O
diretor técnico do Clube de Engenharia,
Cláudio Nóbrega, disse que o
Rio de Janeiro é o estado brasileiro
que apresenta as maiores taxas de densidade
demográfica do País: “95,5%
da população do estado se concentram
em áreas urbanas”.
–
O estado deve assumir uma posição
de vanguarda que o conduza à solução
dos sérios problemas urbanos que o
afetam. A falta de urbanização
muito contribui para que as comunidades carentes,
especialmente as favelas, não tenham
acesso aos serviços da justiça,
da segurança, da educação,
entre outros. Estudo recente do Ipea-RJ mostra
que isso agrava diretamente o atual quadro
de violência nas grandes cidades.
Investimentos
O ministro das Cidades, Márcio Fortes
de Almeida, anunciou no evento parceria entre
os governos federal, estadual e municipal
para a revitalização da área
portuária da cidade do Rio de Janeiro,
que abrange Praça Mauá, Saúde,
Santo Cristo, Caju, São Cristóvão,
Vasco da Gama, Benfica e Praia Formosa. O
objetivo é aliar soluções
nas áreas de habitação,
saneamento e transporte em conjunto com projetos
culturais e de turismo.
O
ministro lembrou que o governo, de 2003 a
2005, destinou cerca de R$ 2 bilhões
ao Rio de Janeiro para projetos de habitação.
O
diretor da Área Social do BNDES, Elvio
Gaspar, confirmou a “disposição
do banco de financiar projetos de urbanização
para o Rio de Janeiro” e reafirmou a importância
da integração dos diversos níveis
de poder.
O
deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ) e o
deputado estadual Samuel Malafaia (PMDB-RJ)
também enfatizaram a importância
de um plano integrado entre os governos. Bittar
sugeriu uma pesquisa sobre terrenos públicos
desocupados.
Transportes
A primeira mesa redonda do seminário,
dedicada ao transporte ferroviário,
foi coordenada pelo diretor do Instituto Estadual
de Engenharia e Arquitetura (IEEA) Marcio
Queiroz Ribeiro, também conselheiro
do Clube de Engenharia.
O
presidente do Conselho Administrativo da AD-RIO,
Francisco Pinto, apontou os fatores que, em
sua opinião, levaram ao sucateamento
do sistema ferroviário no Rio de Janeiro”:
–
A erradicação de 400 km de trilhos
de bondes, a tardia implantação
do metrô com ritmo não sustentado,
a decadência das ferrovias aliada à
expansão urbana, conurbação
de municípios e incremento populacional
levaram a um atraso do sistema ferroviário
do Rio de Janeiro.
Francisco Pinto enumerou os projetos que,
no curto prazo, devem ser implantados para
a melhoria do setor.
O
secretario de Estado de Transporte, Albuino
Azeredo, expôs o Plano Diretor de Transporte
Urbano (PDTU). Azeredo, que já foi
governador do Espírito Santo, defende
a criação de um banco de projetos
que serão escolhidos e financiados
pelo Banco Mundial.
O
Diretor de Planejamento, Expansão e
Marketing da Companhia Brasileira de Trens
Urbanos, Raul de Bonis, enfatizou que “a deficiência
nos transportes gera problemas sociais”.
A
imagem ruim dos trens junto à população
foi um dos aspectos abordados pelo presidente
da Supervia, Paulo de Souza Bello.
A
segunda mesa redonda do primeiro dia de seminário
abordou a questão dos transportes rodoviários
e foi coordenada pelo Diretor Técnico
do Clube de Engenharia, Cláudio Nóbrega.
O subsecretário Municipal de Transportes,
Dalny Sucasas, falou do Plano Diretor de Transporte
Rodoviário disponível no site
da prefeitura.
O
professor da Coppe UFRJ, Paulo César
Ribeiro, apresentou o projeto Rio Bus, que
visa a reorganização do sistema
de transportes por ônibus eliminando
a superposição de linhas, incluindo
a bilhetagem eletrônica e definindo
os ônibus com prioritários.
O
doutor em engenharia de transporte Fernando
Macdowell alertou que o sistema de transportes
deve ser pensado a partir da modelagem do
sistema tarifário.
O diretor de Operações e Tecnologia
da FETRANSPOR, Arthur César de Menezes
Soares, revelou que o transporte através
de vans já movimenta o dobro do tráfego
de trens, metrô e barcas.
Saneamento
Básico
A
primeira mesa redonda sobre saneamento básico
foi coordenada pelo Diretor da ABPEF eChefe
da Divisão Técnica de Recursos
Hídricos e Saneamento (DRHS) do Clube
de Engenharia, Jorge Rios, e abordou a questão
da água e do esgoto.
O
professor da Uerj Werner Bess D’Alcântra
propôs a integração entre
projetos de saneamento, transporte e habitação
através de um plano diretor coordenado
com um plano urbanístico para a cidade
do Rio de Janeiro.
Ele
lamentou a falta de interesse dos jovens formandos
de engenharia pela área de consultoria
e planejamento, “devido à falta de
projetos”.
O
secretário da Secretaria Nacional de
Saneamento Ambiental do Ministério
das Cidades, Abelardo Oliveira Filho, falou
sobre a meta de universalização
do acesso a água e esgoto num prazo
de 20 anos.
Friedrich
Wilhelm Hermsl, diretor do Comitê da
Bacia do Rio Guandu, defendeu que o plano
diretor deve abranger as bacias hidrográficas
pois estas transcendem os limites dos municípios.
O
presidente da Agência Reguladora de
Energia e Saneamento Básico do Rio
de Janeiro (AGENERSA), José Cláudio
Murat Ibrahim, enfatizou que uma agência
reguladora “não executa ou realiza
políticas públicas, mas controla
e normatiza sua execução”.
A
segunda mesa redonda sobre saneamento abordou
o tema “Drenagem e controle de inundações”.
Foi coordenada pelo diretor Técnico
do Clube de Engenharia, Paulo Poggi Pereira.
O
presidente da SERLA, Ícaro Moreno Junior,
falou sobre a faixa marginal de proteção
de rios e lagoas e os danos causados por sua
não observância.
O
assessor Especial de Subsecretaria municipal
(RioÁguas), Durval Alves de Melo Neto,
expôs as políticas de drenagem
aplicadas no município do Rio de Janeiro.O
diretor de Obras Hídricas do Ministério
da Integração Nacional, Celso
Dutra Rodrigues apresentou o projeto piloto
de controle de enchentes do município
de Caratinga, em Minas Gerais. O desnível
geográfico submete o município
a enchentes em caso de chuvas fortes.
Habitação
O último dia do seminário abordou
a questão da habitação
e contou com a exibição do documentário
“Cotidiano da Cidade”, dirigido por Luis Eduardo
Lering. O filme mostrou os pontos de vista
de um morador da favela e de um morador do
“asfalto” sobre a cidade. A mesa redonda que
se seguiu foi coordenada pelo Chefe da Divisão
Técnica de Recursos Naturais Renováveis
do Clube de Engenharia, Leon Clement Rousseau.
O
primeiro palestrante foi o coordenador de
Fomento da Secretaria Municipal de Habitação,
Jozé Candido Sampaio de Lacerda Junior,
que abordou a origem das favelas no município
do Rio.
O
diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento
Urbano e Regional da UFRJ, Adauto Lucio Cardoso,
apontou as causas estruturais do crescimento
das favelas, prevendo seu avanço cada
vez maior.
A
promotora de justiça Denise Tarin disse
que apesar do Ministério Público
ser um órgão vinculado ao governo,
age na maioria das vezes contra o governo
“quando este viola suas obrigações
constitucionais, entre elas a de prover habitação
à população”.
A
segunda mesa redonda abordou a questão
da revitalização urbana e foi
coordenada pela subchefe da Divisão
Técnica de Urbanismo e Planejamento
Regional (DUR) do Clube de Engenharia, Lilia
Varela Clemente dos Santos. O diretor de Urbanismo
do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira
Passos, Antonio Luiz Barbosa Correia, abordou
o conceito de “policentralidade”, no qual
os bairros formam núcleos com sistemas
de transportes, comércio, educação
e saúde, “dando coesão à
cidade”.O vice-presidente da Associação
de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário
(ADEMI) José Conde Caldas expôs
seu trabalho para a revitalização
do bairro de São Cristovão,
enfatizando o potencial do bairro como opção
de moradia para a classe média baixa.A
conselheira da Associação Comercial
do Rio de Janeiro, Daisy Ketzer, alertou que
o processo de revitalização
deve vir acompanhado de educação
e conscientização da população.
Para
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| Hidráulica
Ambiental discute modelos físicos, matemáticos
e híbridos
A Associação Brasileira de
Profissionais Especializados na França
(ABPEF), em conjunto com as divisões
técnicas especializadas de Recursos
Hídricos e Saneamento (DRHS), Engenharia
do Ambiente (DEA) e Recursos Naturais Renováveis
(DRNR) do Clube de Engenharia promoveu no
dia 20 de abril, a palestra "Hidráulica
Ambiental: utilização de modelos
físicos e matemáticos no lançamento
de efluentes". O palestrante foi o professor
efetivo do CEFET-RJ e perito do Ministério
Público da União, Jorge Luiz
Paes Rios, que também é membro
da Diretoria da ABPEFe do Conselho Diretor
do Clube.
O objetivo desse trabalho é apresentar
uma visão global do problema de lançamento
de efluentes, mostrando a multiplicidade de
modelos físicos e matemáticos
que podem ser utilizados em Hidráulica
Ambiental, com suas aplicações
para cada caso.
– Além dos modelos meramente conceituais,
que facilitam e norteiam a compreensão
e a visualização dos fenômenos
naturais intervenientes, dois métodos
de simulação podem servir de
instrumento para o estudo de qualidade de
águas fluviais, estuariais e costeiras:
modelos físicos e matemáticos.
Devido à complexidade de certos problemas,
a escolha entre os dois métodos de
análise nem sempre é fácil,
devendo-se muitas vezes recorrer a ambos para
que se possa chegar a soluções
aceitáveis – ensina Rios.
MODELOS CONCEITUAIS
O trabalho foi elaborado com finalidade didática
como parte de um programa mais amplo de orientação
de pesquisas, tendo o autor contado com a
colaboração do professor René
Bonnefille, da Sofratome (França),
entre outros.
– A aplicação de um método
não exclui o emprego do outro. O modelo
físico pode servir de referência
para a calibração do modelo
matemático como, por exemplo, nos estudos
de jatos (modelos semi-empíricos) –
disse.
Jorge Rios explicou que os modelos matemáticos
representam os fenômenos da natureza
por meio de equações. Estas
equações matemáticas
dos fenômenos físicos são,
em alguns casos, de difícil representação
e solução. Além disso,
necessitam seguidamente do uso de coeficientes
desconhecidos que deverão ser medidos
na natureza ou em modelos físicos.
– Como a resolução das equações
completas nem sempre é possível,
faz-se necessário desprezar certos
termos e ainda formular hipóteses sobre
a distribuição espacial de certas
grandezas (modelos integrais) ou discretizar
o espaço e o tempo (modelos numéricos).
Estes modelos podem ser uni, bi e tridimensionais.
A escolha das hipóteses simplificadoras
e do tipo de modelo é fundamental para
a validade dos resultados obtidos.
– Os modelos físicos têm a vantagem
de não apresentarem uma discretização
do problema, pois este é continuo e
pode ter uma representação geométrica
tridimensional sem dificuldades.
Os modelos híbridos, apesar de possuírem
custos iniciais elevados, se apresentam como
uma solução para reduzir os
custos de operações devido à
sua grande flexibilidade, pois permite a realização
de vários ensaios em pouco tempo. São
basicamente modelos físicos por computadores.
Para ver palestra completa em PDF clique
aqui
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PROGRAMAÇÃO
DA ABPEF MARÇO - ABRIL 2006
Dia
22/03/06 – 17h30h – 20º andar
Palestra:
“RESÍDUOS DA INGÁ MERCANTIL: O PROBLEMA
E ALTERNATIVA PARA SOLUÇÃO TÉCNICA
DEFINITIVA”
Palestrante: Químico João Alfredo Medeiros
- Instituto de Química da UFRJ
Dia 13/04/06 – 16h às 20h – 20º andar
Mesa Redonda:
"SOS PARQUE ESTADUAL DA PEDRA BRANCA"
Vários Palestrantes
Dia
20/04/06 – 18h – 20º andar
Palestra:
“HIDRAULICA AMBIENTAL : LANÇAMENTO DE EFLUENTES"
Palestrante: Eng. Jorge Paes Rios - Perito do MPU
- Prof. do CEFET-RJ.
Local:
Clube de Engenharia - Av. Rio Branco , 124 - 20º
andar - Rio de Janeiro - RJ. Metrô Carioca
ENTRADA FRANCA
INFORMAÇÕES
: [21] - 2178-9260 2178-9261 = Secr. Lenice ou Margareth.
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SEMINÁRIO
INTERNACIONAL: A Importância das Tecnologias
da Informação na realização
de grandes eventos esportivos e culturais. Caso concreto:
Jogos Panamericanos Rio 2007
A
ABPEF (Associação dos Profissionais
Especializados na França), em conjunto com
o Clube de Engenharia , realizou , no dia 9 de março,
o Seminário Internacional intitulado: A
Importância das Tecnologias da Informação
na realização de grandes eventos esportivos
e culturais. Caso concreto: Jogos Panamericanos Rio
2007.
Inscreveram-se nesse seminário cerca de 200
pessoas entre profissionais e alunos das áreas
técnicas e esportivas.
Na
abertura, o Vice - Presidente do Clube de Engenharia
Paulo Brandão deu as boas vindas aos duzentos
participantes e falou sobre a importância de
um evento desse porte, na área tecnológica
, para o Clube. O representante do COB, Deputado Bernard
Rajzman, falou em nome do Presidente Nuzman sobre
a importância para o esporte no Brasil e para
a cidade do Rio de Janeiro sediar os Jogos Panamericanos
de 2007 . Em seguida , fizeram seus comentários
sobre os aspectos técnicos a serem observados
o Dr. Alexandre Cardeman, Coordenador de Serviços
de Tecnologia da Secretaria Especial Rio 2007 e o
Dr. Paulo Poggi Pereira, Diretor de Atividades Técnicas
do Clube de Engenharia .
Finalmente os Engenheiros Léo Fabiano B. Reis
e Jorge Rios, respectivamente Presidente e Diretor
- Secretário da ABPEF, lembraram das atividades
técnicas da ABPEF durante o ano passado e convidaram
os presentes a participar daquelas já programadas
para o ano em curso e agradeceram à mais essa
parceria com o Clube e ao apoio da Missão
Econômica do Consulado Geral da França
no Rio de Janeiro, da Câmara de Comércio
França-Brasil e da UBIFRANCE.
Em seguida o Eng. Odair Mesquita, da DTE de Informática,
apresentou o palestrante Eng. Alexandre Techima, Gerente
Geral de Tecnologia do Comitê Organizador
dos Jogos Pan Americanos - Rio/2007, que
fez uma detalhada exposição da programação
prevista para a Tecnologia da Informação
nos jogos Pan Americanos Rio/2007, tendo sido apresentado
os cronogramas e os detalhes das equipes de trabalho
que já estão em pleno funcionamento
e que irão trabalhar até a realização
dos Jogos.
Estudo de caso os jogos olímpicos de ATENAS
2004, sob o ponto de
vista tecnológico foi o título da palestra
apresentada pela Dra. Carmem Guimarães, Gerente
de Contas para Grandes Eventos da empresa
Atos Origin, a qual mostrou a organização
das operações realizadas para os Jogos
Olímpicos de Atenas 2004, de Pequim 2008 e
de Londres 2012. A organização dos trabalhos
em andamento desses eventos e dos Jogos de Inverno
de Turim 2006 e Vancouver 2010 foi muito comentada.
Em Atenas trabalharam 2.500 pessoas na parte de tecnologia
da informação , sendo 1000 voluntários
de diversas nacionalidades.
O representante da DIMEP , Dr. Dennis Hartmann, mostrou
a atuação da empresa em grandes eventos,
sobretudo na tecnologia da informação
utilizada no Grande Prêmio de Fórmula
1 de São Paulo e no Sambódromo de São
Paulo durante o desfile das escolas de samba.
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