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EVENTOS TÉCNICOS REALIZADOS PELA ABPEF EM 2006

SEMINÁRIO DE VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS

A ABPEF promoveu, no dia 16 de outubro, no Clube de Engenharia de 9:00h. às 12:00h. o SEMINÁRIO DE VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS com as palestras "Transportes urbanos no Brasil" e "Revitalização de áreas urbanas centrais". Os palestrantes foram o presidente do Instituto de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (IEEA), Marcio Queiroz e a consultora do programa francês Cidade Brasil, Lais Coelho.

O Seminário contou com as presenças da Mme. Chantal Garnier, do Consulado da França e de diversos Diretores da ABPEF. Durante o evento falaram o Presidente e o Diretor Secretário da ABPEF Dr. Léo Fabiano e Jorge Paes Rios, respectivamente, além da Mme. Chantal Garnier.

Marcio Queiroz, que já foi Secretário de Transportes do Município do Rio de Janeiro, defendeu o investimento da União em veículos de alta capacidade como trem, barca e metrô e de média capacidade, como os ônibus.

– Infelizmente o índice que mais cresce é o de carros particulares. Precisamos que o BNDES direcione recursos para transferir os passageiros do transporte individual para os de alta capacidade. Esse é o desejo das grandes cidades.

Segundo o especialista, na região Sudeste existem hoje quatro habitantes por veículo, e esse índice vem diminuindo. A cidade de São Paulo já alcançou um índice europeu, de dois habitantes por veículo. Já na cidade do Rio de Janeiro existem três habitantes por veículo.

– O Brasil se globalizou. Estamos urbanizados. Nossa indústria automobilística faz frente ao mundo todo. No encarroçamento de ônibus, a Marcopolo, do Rio Grande do Sul, a Busscar de Santa Catarina, a Caio de São Paulo, a Ciferal, do Rio de Janeiro, são empresas com padrão internacional.

REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS URBANAS

A consultora Lais Coelho apresentou um programa desenvolvido no bairro de São Cristóvão, que tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) e do governo francês.

– Em 2000, a Caixa lançou um programa de revitalização de sítios históricos e em 2001 buscou uma parceria com o governo francês na revitalização de centros históricos. A partir daí foi criado um programa francês denominado Cidade Brasil.

Lais Coelho explicou que o programa consiste na cooperação técnica e na colaboração bilateral, especialmente na área de revitalização de áreas urbanas centrais.

– A cidade do Rio optou pelo bairro de São Cristóvão. Estamos trabalhando nessa área com um plano de reabilitação integrada. A coordenação do Programa é do Instituto Pereira Passos, da Prefeitura de Paris, da Agência Parisiense de Urbanismo, da Sociedade Imobiliária de Economia Mista de Paris, além do governo francês e de organismos federais como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a CEF.

Para ver o texto da palestra do Dr. Márcio Queiroz em PDF zipado aqui

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A Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF) e o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro realizaram, no dia 10 de outubro de 2006, o "Seminário Franco-Brasileiro de Produção de Eletricidade por Tecnologia Nuclear".

O evento teve o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do Consulado da França, da Câmara de Comércio França-Brasil, da Firjan, do Crea-RJ e da COPPE/UFRJ.
Segundo os organizadores, as usinas nucleares – com as tecnologias aprimoradas, menores custos de produção e baixo impacto ambiental – despontam como uma alternativa cada vez mais importante no futuro próximo na complementação e diversificação da matriz energética brasileira, como já se verifica na maioria dos países desenvolvidos. A França é detentora de um parque nuclear importante, com 80% de sua geração elétrica dependente da tecnologia nuclear e seus técnicos têm grande conhecimento no assunto. Engenheiros e técnicos da França e do Brasil puderam trocar informações e discutir diversos aspectos entre os quais os do tratamento e disposição dos rejeitos nucleares.

O painel SEGURANÇA NUCLEAR E GERENCIAMENTO DE REJEITOS teve como palestrantes Mme. Michele Viala de L'Institut de Radioprotection et de Sûreté Nucléaire – IRSN , o Eng. Cláudio Almeida – Assessor do Presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN , o Eng. Douglas Cisneiro de Barros – 2° Vice Presidente da Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França – ABPEF e o Prof. Jorge Paes Rios - Diretor da ABPEF.

Em seguida na Mesa Redonda PERSPECTIVAS DE COOPERAÇÃO FRANÇA-BRASIL falaram M. Marc Ponchet do Commissariat à l´Energie Atomique – CEA , Mme. Michele Viala do IRSN , M. Johannes Höbart da Areva, o Eng. Leonam dos Santos Guimarães – Assistente do Diretor Presidente da Eletronuclear, o Eng. Carlos Frederico Figueiredo – Gerente da NUCLEP, o Eng. Samuel Fayad – Diretor de Produção do Combustível Nuclear da Indústrias Nucleares do Brasil – INB, o Eng. Jaime Wallwitz Cardoso – Presidente da NUCLEP e teve como coordenadores os Engs. Henri Uziel e Jorge Rios – Diretores da Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França – ABPEF .

O evento teve mais de 500 participantes inscritos e foi encerrado pelo Eng. Leo Fabiano Baur Reis – Presidente da ABPEF.

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Palestra da ABPEF abordou polêmica entre emissários submarinos versus estações de tratamento de esgotos.

A ABPEF - Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França, EM CONJUNTO com as Divisões Técnicas de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS) e a de Engenharia do Ambiente (DEA) do Clube de Engenharia promoveram, no dia 14 de setembro de 2006, a palestra intitulada "Emissários submarinos como unidades de processo de sistemas de tratamento de esgotos sanitários".

O expositor foi o professor e engenheiro Fernando Botafogo Gonçalves, diretor técnico da Globaltech Tecnologia Ambiental.

O engenheiro afirmou que nos cursos de engenharia sanitária, oceanografia e biologia marinha e na preparação de teses de mestrado e doutorado são ensinadas em detalhe as diversas técnicas de construção e operação de estações de tratamento de esgotos sanitários, mas que os aspectos relacionados aos emissários submarinos não são abordados. Botafogo Gonçalves ressaltou que os emissários submarinos são considerados hoje complementares e integrados aos sistemas de tratamento e disposição de esgotos sanitários.

– Sanitaristas, oceanógrafos e biólogos marinhos deveriam passar a afirmar, quando solicitados: emissários submarinos? Desculpem, mas isto eu não aprendi na escola! Na verdade, estes profissionais até mesmo desconhecem que em nosso país existem em operação, atualmente, 23 emissários submarinos, localizados em Manaus, Belém, Boa Vista, Fortaleza, Maceió, Aracajú, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Guarujá, Santos, São Vicente (SP) e Praia Grande (SP) – disse.

Segundo o Diretor da ABPEF e Chefe da DRHS, Eng. Jorge Paes Rios, que presidiu a palestra, na maior parte dos cursos de engenharia ambiental e sanitária, de oceanografia física e de biologia não se faz menção aos aspectos relacionados à elevada capacidade das águas marinhas promoverem a diluição, dispersão e decaimento de cargas poluentes a elas lançadas e nem se toca no assunto Emissários submarinos e subfluviais.

– Por falta de informação foi incutida na opinião pública uma percepção de risco ambiental que, na verdade, não se encontra baseada em qualquer risco real, disse o prof. Botafogo.

PROTOCOLO DE ANNAPOLIS

O palestrante chamou atenção para o fato de o Protocolo de Kioto, que trata sobre a emissão de efluentes gasosos na atmosfera, ser amplamente conhecido enquanto que poucos profissionais da área já ouviram falar do Protocolo de Annapolis, de monito-ramento da balneabilidade das águas marinhas recreacionais.

Durante a palestra o especialista comentou que a Constituição Estadual no RIO DE JANEIRO, obriga os projetos de emissários submarinos a adotarem uma forma de tratamento prévio de esgotos sanitários, definida, em detalhes na Carta estadual.

– É uma impropriedade o legislador estadual determinar obrigações sobre aspectos técnicos de responsabilidade dos engenheiros. Quando se discute a polêmica tratamento versus emissário, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa – disse.

Botafogo explicou que a tubulação difusora dos emissários submarinos longos é projetada com extensão e profundidade capazes de assegurar uma baixa probabilidade da pluma (mistura de efluentes sanitários e águas marinhas) vir a alcançar zonas de balneabilidade.

– É muito pouco provável que um banhista venha a entrar em contato físico com efluentes sanitários em seu estado bruto ou tratado, o que faz dos emissários uma alternativa de muito baixo risco à saúde humana – finalizou.


Seminário sobre políticas públicas para transporte, habitação e saneamento teve ministro das Cidades.

A ABPEF , em conjunto com o Clube de Engenharia realizou nos dias 29, 30 e 31 de maio, o Seminário “Habitação, Transporte e Saneamento – desafios e soluções para questões urbanas no Grande Rio”. O evento contou com a presença do ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida.

  A mesa de abertura contou ainda com as presenças do presidente do Clube de Engenharia, Raymundo de Oliveira, do 1º vice-presidente do Clube de Engenharia, Paulo Brandão, do diretor de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia e coordenador do seminário, Cláudio Wilson Nóbrega, do secretário de Estado de Habitação, Fernando Avelino, do deputado federal Jorge Bittar, do deputado estadual Silas Malafaia, e do diretor da Área Social do BNDES, Elvio Lima Gaspar. 

O presidente do Clube de Engenharia, Raymundo Oliveira, falou do compromisso do Clube com a discussão de um projeto para o Brasil:

– Aqui temos profissionais competentes e tecnologia, não precisamos importar nada.

O diretor técnico do Clube de Engenharia, Cláudio Nóbrega, disse que o Rio de Janeiro é o estado brasileiro que apresenta as maiores taxas de densidade demográfica do País: “95,5% da população do estado se concentram em áreas urbanas”.

– O estado deve assumir uma posição de vanguarda que o conduza à solução dos sérios problemas urbanos que o afetam. A falta de urbanização muito contribui para que as comunidades carentes, especialmente as favelas, não tenham acesso aos serviços da justiça, da segurança, da educação, entre outros. Estudo recente do Ipea-RJ mostra que isso agrava diretamente o atual quadro de violência nas grandes cidades.

Investimentos

O ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, anunciou no evento parceria entre os governos federal, estadual e municipal para a revitalização da área portuária da cidade do Rio de Janeiro, que abrange Praça Mauá, Saúde, Santo Cristo, Caju, São Cristóvão, Vasco da Gama, Benfica e Praia Formosa. O objetivo é aliar soluções nas áreas de habitação, saneamento e transporte em conjunto com projetos culturais e de turismo.

O ministro lembrou que o governo, de 2003 a 2005, destinou cerca de R$ 2 bilhões ao Rio de Janeiro para projetos de habitação.

O diretor da Área Social do BNDES, Elvio Gaspar, confirmou a “disposição do banco de financiar projetos de urbanização para o Rio de Janeiro” e reafirmou a importância da integração dos diversos níveis de poder.

O deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ) e o deputado estadual Samuel Malafaia (PMDB-RJ) também enfatizaram a importância de um plano integrado entre os governos. Bittar sugeriu uma pesquisa sobre terrenos públicos desocupados.

Transportes

A primeira mesa redonda do seminário, dedicada ao transporte ferroviário, foi coordenada pelo diretor do Instituto Estadual de Engenharia e Arquitetura (IEEA) Marcio Queiroz Ribeiro, também conselheiro do Clube de Engenharia.

O presidente do Conselho Administrativo da AD-RIO, Francisco Pinto, apontou os fatores que, em sua opinião, levaram ao sucateamento do sistema ferroviário no Rio de Janeiro”:

– A erradicação de 400 km de trilhos de bondes, a tardia implantação do metrô com ritmo não sustentado, a decadência das ferrovias aliada à expansão urbana, conurbação de municípios e incremento populacional levaram a um atraso do sistema ferroviário do Rio de Janeiro.
Francisco Pinto enumerou os projetos que, no curto prazo, devem ser implantados para a melhoria do setor.

O secretario de Estado de Transporte, Albuino Azeredo, expôs o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU). Azeredo, que já foi governador do Espírito Santo, defende a criação de um banco de projetos que serão escolhidos e financiados pelo Banco Mundial.

O Diretor de Planejamento, Expansão e Marketing da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Raul de Bonis, enfatizou que “a deficiência nos transportes gera problemas sociais”.

A imagem ruim dos trens junto à população foi um dos aspectos abordados pelo presidente da Supervia, Paulo de Souza Bello.

A segunda mesa redonda do primeiro dia de seminário abordou a questão dos transportes rodoviários e foi coordenada pelo Diretor Técnico do Clube de Engenharia, Cláudio Nóbrega.
O subsecretário Municipal de Transportes, Dalny Sucasas, falou do Plano Diretor de Transporte Rodoviário disponível no site da prefeitura.

O professor da Coppe UFRJ, Paulo César Ribeiro, apresentou o projeto Rio Bus, que visa a reorganização do sistema de transportes por ônibus eliminando a superposição de linhas, incluindo a bilhetagem eletrônica e definindo os ônibus com prioritários.

O doutor em engenharia de transporte Fernando Macdowell alertou que o sistema de transportes deve ser pensado a partir da modelagem do sistema tarifário.
O diretor de Operações e Tecnologia da FETRANSPOR, Arthur César de Menezes Soares, revelou que o transporte através de vans já movimenta o dobro do tráfego de trens, metrô e barcas.

Saneamento Básico

A primeira mesa redonda sobre saneamento básico foi coordenada pelo Diretor da ABPEF eChefe da Divisão Técnica de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS) do Clube de Engenharia, Jorge Rios, e abordou a questão da água e do esgoto.

O professor da Uerj Werner Bess D’Alcântra propôs a integração entre projetos de saneamento, transporte e habitação através de um plano diretor coordenado com um plano urbanístico para a cidade do Rio de Janeiro.

Ele lamentou a falta de interesse dos jovens formandos de engenharia pela área de consultoria e planejamento, “devido à falta de projetos”.

O secretário da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Abelardo Oliveira Filho, falou sobre a meta de universalização do acesso a água e esgoto num prazo de 20 anos.

Friedrich Wilhelm Hermsl, diretor do Comitê da Bacia do Rio Guandu, defendeu que o plano diretor deve abranger as bacias hidrográficas pois estas transcendem os limites dos municípios.

O presidente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio de Janeiro (AGENERSA), José Cláudio Murat Ibrahim, enfatizou que uma agência reguladora “não executa ou realiza políticas públicas, mas controla e normatiza sua execução”.

A segunda mesa redonda sobre saneamento abordou o tema “Drenagem e controle de inundações”. Foi coordenada pelo diretor Técnico do Clube de Engenharia, Paulo Poggi Pereira.

O presidente da SERLA, Ícaro Moreno Junior, falou sobre a faixa marginal de proteção de rios e lagoas e os danos causados por sua não observância.

O assessor Especial de Subsecretaria municipal (RioÁguas), Durval Alves de Melo Neto, expôs as políticas de drenagem aplicadas no município do Rio de Janeiro.O diretor de Obras Hídricas do Ministério da Integração Nacional, Celso Dutra Rodrigues apresentou o projeto piloto de controle de enchentes do município de Caratinga, em Minas Gerais. O desnível geográfico submete o município a enchentes em caso de chuvas fortes.

Habitação

O último dia do seminário abordou a questão da habitação e contou com a exibição do documentário “Cotidiano da Cidade”, dirigido por Luis Eduardo Lering. O filme mostrou os pontos de vista de um morador da favela e de um morador do “asfalto” sobre a cidade. A mesa redonda que se seguiu foi coordenada pelo Chefe da Divisão Técnica de Recursos Naturais Renováveis do Clube de Engenharia, Leon Clement Rousseau.

O primeiro palestrante foi o coordenador de Fomento da Secretaria Municipal de Habitação, Jozé Candido Sampaio de Lacerda Junior, que abordou a origem das favelas no município do Rio.

O diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ, Adauto Lucio Cardoso, apontou as causas estruturais do crescimento das favelas, prevendo seu avanço cada vez maior.

A promotora de justiça Denise Tarin disse que apesar do Ministério Público ser um órgão vinculado ao governo, age na maioria das vezes contra o governo “quando este viola suas obrigações constitucionais, entre elas a de prover habitação à população”.

A segunda mesa redonda abordou a questão da revitalização urbana e foi coordenada pela subchefe da Divisão Técnica de Urbanismo e Planejamento Regional (DUR) do Clube de Engenharia, Lilia Varela Clemente dos Santos. O diretor de Urbanismo do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, Antonio Luiz Barbosa Correia, abordou o conceito de “policentralidade”, no qual os bairros formam núcleos com sistemas de transportes, comércio, educação e saúde, “dando coesão à cidade”.O vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI) José Conde Caldas expôs seu trabalho para a revitalização do bairro de São Cristovão, enfatizando o potencial do bairro como opção de moradia para a classe média baixa.A conselheira da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Daisy Ketzer, alertou que o processo de revitalização deve vir acompanhado de educação e conscientização da população.

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Hidráulica Ambiental discute modelos físicos, matemáticos e híbridos

A Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF), em conjunto com as divisões técnicas especializadas de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), Engenharia do Ambiente (DEA) e Recursos Naturais Renováveis (DRNR) do Clube de Engenharia promoveu no dia 20 de abril, a palestra "Hidráulica Ambiental: utilização de modelos físicos e matemáticos no lançamento de efluentes". O palestrante foi o professor efetivo do CEFET-RJ e perito do Ministério Público da União, Jorge Luiz Paes Rios, que também é membro da Diretoria da ABPEFe do Conselho Diretor do Clube.

O objetivo desse trabalho é apresentar uma visão global do problema de lançamento de efluentes, mostrando a multiplicidade de modelos físicos e matemáticos que podem ser utilizados em Hidráulica Ambiental, com suas aplicações para cada caso.

– Além dos modelos meramente conceituais, que facilitam e norteiam a compreensão e a visualização dos fenômenos naturais intervenientes, dois métodos de simulação podem servir de instrumento para o estudo de qualidade de águas fluviais, estuariais e costeiras: modelos físicos e matemáticos.

Devido à complexidade de certos problemas, a escolha entre os dois métodos de análise nem sempre é fácil, devendo-se muitas vezes recorrer a ambos para que se possa chegar a soluções aceitáveis – ensina Rios.

MODELOS CONCEITUAIS

O trabalho foi elaborado com finalidade didática como parte de um programa mais amplo de orientação de pesquisas, tendo o autor contado com a colaboração do professor René Bonnefille, da Sofratome (França), entre outros.

– A aplicação de um método não exclui o emprego do outro. O modelo físico pode servir de referência para a calibração do modelo matemático como, por exemplo, nos estudos de jatos (modelos semi-empíricos) – disse.

Jorge Rios explicou que os modelos matemáticos representam os fenômenos da natureza por meio de equações. Estas equações matemáticas dos fenômenos físicos são, em alguns casos, de difícil representação e solução. Além disso, necessitam seguidamente do uso de coeficientes desconhecidos que deverão ser medidos na natureza ou em modelos físicos.

– Como a resolução das equações completas nem sempre é possível, faz-se necessário desprezar certos termos e ainda formular hipóteses sobre a distribuição espacial de certas grandezas (modelos integrais) ou discretizar o espaço e o tempo (modelos numéricos).

Estes modelos podem ser uni, bi e tridimensionais. A escolha das hipóteses simplificadoras e do tipo de modelo é fundamental para a validade dos resultados obtidos.

– Os modelos físicos têm a vantagem de não apresentarem uma discretização do problema, pois este é continuo e pode ter uma representação geométrica tridimensional sem dificuldades.

Os modelos híbridos, apesar de possuírem custos iniciais elevados, se apresentam como uma solução para reduzir os custos de operações devido à sua grande flexibilidade, pois permite a realização de vários ensaios em pouco tempo. São basicamente modelos físicos por computadores.

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PROGRAMAÇÃO DA ABPEF MARÇO - ABRIL 2006

Dia 22/03/06 – 17h30h – 20º andar
Palestra: “RESÍDUOS DA INGÁ MERCANTIL: O PROBLEMA E ALTERNATIVA PARA SOLUÇÃO TÉCNICA DEFINITIVA”
Palestrante: Químico João Alfredo Medeiros - Instituto de Química da UFRJ


Dia 13/04/06 – 16h às 20h – 20º andar

Mesa Redonda: "SOS PARQUE ESTADUAL DA PEDRA BRANCA"
Vários Palestrantes

Dia 20/04/06 – 18h – 20º andar
Palestra: “HIDRAULICA AMBIENTAL : LANÇAMENTO DE EFLUENTES" Palestrante: Eng. Jorge Paes Rios - Perito do MPU - Prof. do CEFET-RJ.

Local: Clube de Engenharia - Av. Rio Branco , 124 - 20º andar - Rio de Janeiro - RJ. Metrô Carioca

ENTRADA FRANCA

INFORMAÇÕES : [21] - 2178-9260 2178-9261 = Secr. Lenice ou Margareth.


SEMINÁRIO INTERNACIONAL: A Importância das Tecnologias da Informação na realização de grandes eventos esportivos e culturais. Caso concreto: Jogos Panamericanos Rio 2007

A ABPEF (Associação dos Profissionais Especializados na França), em conjunto com o Clube de Engenharia , realizou , no dia 9 de março, o Seminário Internacional intitulado: A Importância das Tecnologias da Informação na realização de grandes eventos esportivos e culturais. Caso concreto: Jogos Panamericanos Rio 2007.

Inscreveram-se nesse seminário cerca de 200 pessoas entre profissionais e alunos das áreas técnicas e esportivas.

Na abertura, o Vice - Presidente do Clube de Engenharia Paulo Brandão deu as boas vindas aos duzentos participantes e falou sobre a importância de um evento desse porte, na área tecnológica , para o Clube. O representante do COB, Deputado Bernard Rajzman, falou em nome do Presidente Nuzman sobre a importância para o esporte no Brasil e para a cidade do Rio de Janeiro sediar os Jogos Panamericanos de 2007 . Em seguida , fizeram seus comentários sobre os aspectos técnicos a serem observados o Dr. Alexandre Cardeman, Coordenador de Serviços de Tecnologia da Secretaria Especial Rio 2007 e o Dr. Paulo Poggi Pereira, Diretor de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia .

Finalmente os Engenheiros Léo Fabiano B. Reis e Jorge Rios, respectivamente Presidente e Diretor - Secretário da ABPEF, lembraram das atividades técnicas da ABPEF durante o ano passado e convidaram os presentes a participar daquelas já programadas para o ano em curso e agradeceram à mais essa parceria com o Clube e ao apoio da Missão Econômica do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, da Câmara de Comércio França-Brasil e da UBIFRANCE.

Em seguida o Eng. Odair Mesquita, da DTE de Informática, apresentou o palestrante Eng. Alexandre Techima, Gerente Geral de Tecnologia do Comitê Organizador dos Jogos Pan Americanos - Rio/2007, que fez uma detalhada exposição da programação prevista para a Tecnologia da Informação nos jogos Pan Americanos Rio/2007, tendo sido apresentado os cronogramas e os detalhes das equipes de trabalho que já estão em pleno funcionamento e que irão trabalhar até a realização dos Jogos.

Estudo de caso os jogos olímpicos de ATENAS 2004, sob o ponto de
vista tecnológico foi o título da palestra apresentada pela Dra. Carmem Guimarães, Gerente de Contas para Grandes Eventos da empresa
Atos Origin, a qual mostrou a organização das operações realizadas para os Jogos Olímpicos de Atenas 2004, de Pequim 2008 e de Londres 2012. A organização dos trabalhos em andamento desses eventos e dos Jogos de Inverno de Turim 2006 e Vancouver 2010 foi muito comentada. Em Atenas trabalharam 2.500 pessoas na parte de tecnologia da informação , sendo 1000 voluntários de diversas nacionalidades.

O representante da DIMEP , Dr. Dennis Hartmann, mostrou a atuação da empresa em grandes eventos, sobretudo na tecnologia da informação utilizada no Grande Prêmio de Fórmula 1 de São Paulo e no Sambódromo de São Paulo durante o desfile das escolas de samba.

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