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Uma viagem
pelos 27 monumentos arquitetônicos e naturais da França
listados pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.
Para os integrantes
do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, encontrar
locais de "inestimável valor para a humanidade"
em solo francês não foi uma tarefa das mais difíceis.
O país, que recebe todos os anos cerca de 75 milhões
de turistas, é conhecido por seus tesouros arquitetônicos
e naturais, localizados em quase todas as regiões francesas.
Considerado uma das maravilhas do mundo ocidental, o Mont-St-Michel
foi o primeiro monumento a figurar a lista da Unesco, em 1979.
Atualmente, o país tem 27 locais definidos como Patrimônio
da Humanidade, incluindo cartões-postais importantes, como
o Palácio de Fontainebleau, a Catedral de Chartres, as
grutas de Lascaux, o Palácio de Versailles, entre outros.
Além disso, mais de dez outras obras-primas francesas aguardam
sua vez para integrar esse seleto grupo.
Paris
e Île de France
Margens do Rio Sena, Paris (1991) - Cerca de 80% das atrações
mais visitadas de Paris ficam na área de abrangência
do Sena, que cruza a cidade por 13 quilômetros. Do Louvre
à Torre Eiffel, da Praça da Concórdia até
o Petit Palais, a evolução da cidade-luz e sua história
podem ser vistas ao longo deste que é um dos mais conhecidos
rios do mundo. Conclusão: encontrar o Sena é, na
verdade, encontrar Paris. Está tudo ali no cais, nas pontes,
nas ilhas e nos boulevares. Ou, no máximo, a razoáveis
distâncias de caminhada.
| Parque
e Palácio de Versailles (1979) - Considerado um
dos maiores palácios do mundo (2 mil janelas, 700 quartos,
1.250 lareiras e 700 hectares de parque), Versailles é
também um dos cartões-postais mais visitados
da França - recebe em média 8 milhões
de turistas por ano. Principal residência dos reis da
França, de Luís XIV a Luís XVI, o palácio
foi por mais de um século modelo de residência
real na Europa. A construção atual, iniciada
por Luis XIV em 1668, surgiu de uma série de ampliações
feitas ao redor do pavilhão de caça de Luís
XIII. O arquiteto Le Vau construiu a primeira parte, Jules
Hardouin-Mansart prosseguiu em 1678, acrescentando o salão
dos espelhos (lugar onde foi ratificado, em 1919, o Tratado
de Versailles), duas novas alas e a capela. André Le
Nôtre, conhecido como um dos maiores paisagistas da
França, aumentou os jardins - uma obra-prima repleta
de desenhos geométricos. |
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Catedral de Chartres
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Palácio
e Parque de Fontainebleau (1981) - Apesar da beleza e grandiosidade
da construção, Fontainebleau é resultado
de um conjunto confuso de estilos de diferentes períodos
(medieval, florentino e romano). O charme do local fica por conta
de uma vasta floresta que circunda todo o palácio. Usado
pelos reis da França no século XII, Fontainebleau
foi transformado posteriormente por Francisco I. Atraído
pelas caçadas, o rei criou no século XVI um château
decorativo, copiando os estilos florentino e romano. Dizem que
o objetivo dele era transformar o palácio em uma "nova
Roma". Entre os destaques estão a escadaria em forma
de ferradura e o salão de baile, cujos emblemas enfeitam
o teto e são refletidos no assoalho.
Cidade
medieval de Provins (2001) - Visitar a cidade é, na
verdade, voltar ao passado glorioso da França, mais especificamente,
ao período medieval. Uma vez por ano, desde o início
do século XII, as ruas de Provins se enchem de comerciantes
de toda a Europa, que trazem artigos de lã, especiarias
e outras mercadorias. No passado, o lugar funcionava como posto
avançado romano. O sistema de defesa original, com seus
fossos e o forte conhecido como Tour César - dentro da
Ville Haute, a parte alta da cidade -, revela, ainda hoje, o papel
de Provins como centro de comércio na Era Medieval.

Palácio
de Versailes

Jardim do Castelo de Chambord
NORDESTE
Catedral de Amiens (1981) - De longe, os visitantes nem
percebem a riqueza de detalhes desta que é uma das mais
importantes construções góticas da França.
É bem de perto que a beleza dos desenhos esculpidos na
pedra se revelam. A Catedral de Amiens começou a ser erguida
em 1220, financiada pelo cultivo do ísate, planta valorizada
pela sua tinta azul, e só ficou pronta 69 anos depois.
localizada no coração da Picardia, foi projetada
pelo arquiteto Robert de Luzarches para guardar a cabeça
de São João Batista, trazida pelos cruzados em 1206.
Com uma nave de 42 metros de altura, a mais alta da França,
a construção resistiu a duas guerras e foi restaurada
em 1850 pelo famoso arquiteto francês Viollet-le-Duc.
Catedral
de Notre-Dame, Aba-dia de Saint-Remi e Palácio Tau, em
Reims (1991) - Cenário de coroações desde
a época medieval até 1825, a Catedral de Reims é
outro exemplo da arte gótica em território francês.
Entre os destaques desse imponente prédio, estão
os vitrais desenhados por Marc Chagall e a grande rosácea
do século XIII. A abadia anterior conservou sua nave do
século IX, na qual descansam os restos do arcebispo São
Remi (440-533), que instituiu a unção santa dos
reis da França. Próximo à catedral, fica
o Palácio Tau, que recebe esse nome em decorrência
do projeto em T (tau em grego), baseado nas primitivas cruzes
episcopais. Construído em 1690 por Mansart e Robert de
Cotte, tem como destaques a capela gótica e a Salle du
Tau, um salão de banquete com paredes forradas de tapeçaria
de Arras, do século XV.
Cartões-postais franceses selecionados desde 1979 pela
UNESCO
(Clique
na imagem para ampliar)
Praças
Stanislas, de Ia Carriére e de D'Aliance, Nancy (1983)
- Em 1752, Stanislas Leczinski, duque de Lorena, teve a idéia
de transformar a cidade de Nancy. As modificações
foram tão intensas que o lugar tornou-se um modelo de planejamento
urbano no século XVIII. Ainda hoje, é possível
ver em excelente estado de conservação os prédios
clássicos e os enormes portões ornamentados.
OESTE
Mont-St-Michel, Normandia (1979) - Envolta pela névoa
e cercada por águas revoltas, a imagem do Mont-St-Michel
é uma das mais belas vistas da França, além
de ser um dos lugares mais visitados do país (recebe cerca
de 850 mil visitantes por ano). Estrategicamente localizado entre
a Normandia e a Bretanha, passou de humilde oratório no
século VIII a mosteiro beneditino e viveu o ápice
de sua influência nos séculos XII e XIII. Do alto
do monte, é possível avistar de longe a Abadia Beneditina.
Dedicada ao arcanjo São Miguel, ela foi construída
entre os séculos XI e XVI em estilo gótico.

Paul Riquet,
o criador do Canal du Midi,
concluido em 1681
Catedral
de Chartres (1979) - Nenhuma catedral gótica francesa
é tão conhecida por sua coleção de
vitrais como a de Chartres. Doada pela realeza, pela aristocracia
e pelas irmandades de mercadores entre 1210 e 1240, a magnífica
coleção tem mais de 150 vitrais que mostram histórias
bíblicas e o cotidiano do século XIII. Chartres
foi poupada pelas guerras religiosas e pela Revolução
Francesa e, durante as duas guerras mundiais, teve os vitrais
desmontados peça por peça e guardados em lugar seguro.
Segundo Emile Male, especialista em história da arte, "Chartres
é a melhor expressão da Idade Média".
Vale do
Loire entre Chalonnes e Sully-sur-Loire (1981/2000) - Região
famosa por seus suntuosos castelos que mostram uma parte do passado
monárquico e glorioso da França, o Vale do Loire
é rico em história e arquitetura. A região,
cortada pelo Rio Loire, tem paisagens deslumbrantes e monumentos
arquitetônicos como o Castelo de Chambord, inscrito anteriormente
na lista do Patrimônio Mundial, em 1981.
CENTRO
E ALPES
Colina e Igreja de Vézelay (1979) - De longe é
possível avistar a aura dourada da Basilique St-Madeleine
no alto da montanha de Vézelay. Em dias de sol, a igreja
românico-gótica espalha um brilho dourado na colina
em que se encontra. Construída entre 1096 e 1104 e restaurada
em 1120, após um incêndio, a igreja e sua abadia
eram o ponto de partida para o Caminho de Santiago de Compostela.
No século XII, no ápice de sua glória, a
abadia abrigava relíquias de Maria Madalena.
Arc-et-Senans
(1982) - O arquiteto francês Claude-Nicolas Ledoux (1736-1806)
projetou uma ambiciosa cidade para a Saline Royal (Usina de Sal)
em Arc-et-Senans, perto de Besançon. Vislumbrou um complexo
de prédios construídos em círculos que permitissem
a organização hierárquica de trabalho. A
cidade ideal de Ledoux nunca foi finalizada e os únicos
prédios a serem completados, em 1775, foram os construídos
para a produção de sal. O empreendimento foi encerrado
em 1895, mas os prédios continuam resistindo à ação
do tempo e atraindo visitantes do mundo todo.
SUDOESTE
Caminho de Compostela (1998) - Na Idade Média, milhares
de peregrinos seguiam rumo ao santuário de São Tiago,
em Santiago de Compostela, na Espanha. Para chegar ao local de
destino, eles atravessavam a França abrigando-se em mosteiros
e vilarejos. Em 1140, um monge chamado Picaud escreveu um dos
primeiros guias de viagem do mundo sobre a peregrinação.
Hoje, é possível fazer os mesmos caminhos dos peregrinos
passando por cidades antigas e santuários religiosos.
Jurisdição
de St-Emilion (1999) - Para grande parte das pessoas, St-Emilion
é sinônimo de um excelente vinho tinto. No entanto,
este é também o nome de uma encantadora aldeia medieval
do século VIII localizada em uma região vinícola.
A vinicultura foi introduzida pelos romanos e intensificada na
Idade Média. De acordo com a Unesco, "St-Emilion é
uma paisagem vinícola histórica que sobreviveu intacta
e está em atividade até hoje."
SUL
Carcassonne - Chegar nesta cidade medieval é sentir-se
integrante de um conto de fadas. Totalmente restaurada, Carcassonne
impressiona os visitantes com suas fortificações
posicionadas estrategicamente acima do Rio Aude. A localização,
entre o Atlântico e o Mediterrâneo, no corredor entre
a Península Ibérica e o resto da Europa, levou à
fundação desta vila, consolidada pelos romanos no
século II a.C. A restauração, realizada no
século XIX pelo arquiteto Violletle-Duc, gerou muita polêmica.
Grande parte das pessoas achou que a cidade ficou nova demais,
sem a aparência romântica das ruínas.

De Sète a Toulouse, o Canal de Midi, segue por 240 km
Canal du Midi (1996) - De Sète a Toulouse, o Canal
du Midi segue seus 240 km entre árvores, vinhedos e aldeias
silenciosas. O complexo sistema de comportas, aquedutos e pontes
é uma notável obra de engenharia do barão
Paul Riquet. Concluído em 1681, o canal estimulou o comércio
de Languedoc e estabeleceu um elo entre o Atlântico e o
Mediterrâneo pelo Rio Garonne. Atualmente, fica cheio de
barcos de turistas interessados em conhecer as belezas bucólicas
da região.
Fonte:
Revista França-Brasil
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